Uma celebração ao amor gay

28 out

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Diogo Villela e Miguel Falabella protagonizam "A Gaiola das Loucas"

Quando a cortina se abre entra em em cena um dos mais importantes artistas brasileiros. Ele sabe o fascínio que uma frase sua causa naquele enorme público e que (ele) o público está em suas mãos. É  Miguel Falabella que está em cena. Ele já está naquele patamar dos grandes artistas populares brasileiros. Um lugar que já foi de Oscarito, Zé Trindade e Dercy Gonçalves.

Agora, Miguel é o Georges de “A Gaiola das Loucas”. Tem ao  seu lado, um dos atores mais importantes de sua geração, Diogo Vilela. Miguel e Diogo revivem a dupla que outrora fez a glória de Jorge Dória e Carvalhinho, dois dignos representantes da comédia popular brasileira.

Eles são Georges e Albin/ Zazá, o tresloucado casal gay de uma comédia escrita pelo francês Jean Poiret em 1973, e que virou Musical na Broadway nos anos 1980, talvez a década mais difícil da história do movimento gay mundial. Um período em que a homossexualidade estava associado ao  estigma da AIDS.

Uma história que fala de um casal gay que precisa se enrustir, porque o filho de um deles está prestes a se casar com a filha de um político conservador. Trata-se de um tipo de comédia com toques de vaudeville, que foi escrita com maestria por Poiret e, por sua qualidade dramutúrgica, foi montada em vários países e adaptada para os cinemas europeu e norte-americano.

“A Gaiola das Loucas” nesta versão musical significa também um passo a mais no trabalho de Falabella como tradutor e diretor de musicais. Ele que já criticou a ditadura da magreza em “Hairspray”,  agora faz uma celebração da diversidade sexual com “A Gaiola”.

A direção foi assinada conjuntamente com Cininha de Paula, que tem demonstrado uma compreensão do universo de Falabella, visto o bem sucedido resultado da série de TV “A Vida Alheia”

O musical “A Gaiola das Loucas” conta ainda com um excelente Jorge Maya, que sabe muito bem aproveitar o delicioso papel do mordomo da casa. Há também as ótimas Mirna Rubim e Sylvia Massari e os excelentes Carlos Leça e Gustavo Klein.

Há um rigor técnico em todos os números musicais, algo que merece ser sempre lembrado para provar que é possível, sim, fazer grandes musicais brasileiros.

Albin ou Zazá e Georges no cabaré "A Gaiola das Loucas"

E, também, a exuberância dos figurinos de Cláudio Tovar que abrilhantam este grande espetáculo.

Enquanto uma parte da sociedade brasileira é retrocessa à homossexualidade, “A Gaiola das Loucas” mostra-se mais do que uma deliciosa comédia musical. É, também, uma celebração do amor em suas várias formas. E, mais, uma oportunidade de rirmos com a genialidade de Falabella, o que é sempre muito bom.

“A Gaiola das Loucas”

Teatro Bradesco (1457 lugares)
Bourbon Shopping São Paulo – Rua Turiassu, 2.100 – 3º piso – Pompéia
Informações: (11) 3670-4100
Bilheteria: domingo a quinta, das 12h às 20h; sexta e sábado, das 12h às 22h. Aceita todos os cartões de credito e débito. Não aceita cheque.
Vendas pela Internet: www.ingressorapido.com.bre telefone: 4003-1212.

Quinta e sábado, às 21h. Sexta, às 21h30. Domingo, às 19h.

Ingressos: de R$ 20 a R$ 170

Duração: 150 minutos (intervalo de 15 minutos)
Classificação: 12 anos
Gênero: Musical

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: