O que você acha da greve dos servidores do Ministério da Cultura

27 ago

No último dia 22, os  servidores do Ministério da Cultura entraram em greve no Rio de Janeiro e no dia 25 nos demais estados com exigências de acordo sobre diferentes assuntos, inclusive que seja revista a irrisória quantia de 0,06% destinada pela União Federal para a pasta da Cultura, cuja Ministra é Ana de Hollanda.

Entre as requisições dos servidores, com base em acordo firmado em 2007 entre o governo federal e os servidores desse Ministério e suas vinculadas, estão:

* o pagamento dos atrasados da gratificação de desempenho individual,
referente aos anos de 2009 e 2010;
* a implantação da retribuição de titulação para os servidores de nível
superior (com um percentual crescente de gratificação para pós-graduados,
mestres e doutores, respectivamente) e a gratificação de qualificação para
os de nível médio (com um percentual crescente de gratificação para técnicos
e graduados), que, segundo o acordo assinado, deveria estar em vigor desde
meados do ano de 2008 ;
* a racionalização de cargos do setor;
* Extensão da remuneração atribuída às cinco carreiras transversais
do Executivo (ocupantes de cargos efetivos de Engenheiro, Arquiteto,
Economista, Estatístico e Geólogo), a partir da Lei 12.277/10, e sua
incorporação no Vencimento Básico dos servidores do Ministério da Cultura
que dispõe de um dos piores salários de todo o Poder Executivo e por isso
tem sofrido com grande evasão de novos servidores, que migram para outras
carreiras com salários mais atraentes;
*0 Abertura de concursos públicos que fortaleçam as funções do
Ministério, já que este possui grande parte do seu quadro funcional em vias
de se aposentar;
* Retirada do PLP 01/2007 e do PLP 549/2009 que limitam os reajustes
salariais dos servidores públicos da União nos próximos 10 anos ao índice da
inflação e, no máximo, a mais 1,5% ao ano, o que poderá significar uma
política de forte arrocho salarial para a categoria.

“Nós, servidores federais do Plano Especial de Cargos da Cultura
(PECC), lutamos por respeito ao compromisso firmado em 2007, pela
valorização de nossa função e pela seguridade de nossos direitos. Entendemos ser a greve ainda o único instrumento legítimo de luta
capaz de fazer com que a essencialidade e o valor de nosso trabalho sejam
percebidos!”

E você, o que acha? Concorda? Não? Opine!

Ministério da Cultura

SOS Cultura

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