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12 Homens e Uma Sentença comemora 200 apresentações e faz sessão extra

17 fev

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil/ iG (Michel@aplausobrasil.com)

Peça faz sessão segunda

SÃO PAULO – Não é qualquer espetáculo que completa 200 apresentações com um histórico de prêmios, elogios da crítica e bem-sucedidas temporadas como 12 Homens e Uma Sentença, sob a enxuta e inteligente direção de Eduardo Tolentino de Araújo, que se apresenta hoje, 21h, no Tucarena, comemorando sua ducentésima apresentação. Na segunda-feira (20) de carnaval terá sessão extra, às 21h.

Em 1957, pelas mãos de Sidney Lumet, 12 Homens e Uma Sentença, de Reginald Rose, chegava às telas para perpertuar-se como clássico cinematográfico. Mais de 50 anos se passaram e, espantosamente, a crise ética impulsionada pelo texto de Rose parece ecoar velhas crises em novos tempos.

“É possível”, essa singela frase disparada por um dos personagens da peça, dirigida por Eduardo Tolentino de Araújo (notório diretor do Grupo TAPA), detona a ambiguidade do veredicto.

Doze componentes do corpo de jurados de um parricídio estão numa sala para efetivar a sentença. Num primeiro momento, pelo menos onze deles estão convictos de que o filho que havia discutido com o pai minutos antes do assassinato era o culpado pelo crime.

Mas para a condenação à morte é preciso unanimidade dos votos e eis que um dos jurados coloca a culpabilidade do réu em cheque. Esse é o estopim para que a semente da dúvida germine e revele os pré-julgamentos embutidos nas decisões anteriores. Continue lendo

O Prometeu da Cia. Balagan entra em cartaz no TUSP

14 out

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Prometheus - A Tragédia do Fogo" - Creditos Mônica Côrtes

SÃO PAULO – Depois de anos de pesquisa, incluindo apresentações públicas que permitiram afinar ainda mais o espetáculo, a Cia. Teatro Balagan apresenta Prometheus – A Tragédia do Fogo, dramaturgia de Leonardo Moreira e direção de Maria Thaís, além de uma série de atividades paralelas, no TUSP, para celebrar os 12 anos do grupo.

Na mitologia grega, Prometeu pertence aos mitos de fundação e origem da raça humana. Quando Zeus instaura seu novo reinado, incumbe seu aliado, o titã Prometeu (aquele que pensa antes) e seu irmão Epimeteu (aquele que pensa depois), da distribuição dos dons entre os seres vivos. Epimeteu o faz sozinho e esquece do homem. Prometeu rouba o fogo dos deuses e entrega aos humanos. Castigado, ele é preso ao Cáucaso onde uma águia, durante os dias devora-lhe o fígado, que se regenera durante as noites. Mais tarde, Prometeu é libertado por Héracles.

"Prometheus - A Tragédia do Fogo" - Creditos Fernando Martinez

Prometheus – A Tragédia do Fogo faz uma arqueologia desse mito. As vozes dos atores-narradores, das personagens do mito e do coro se sobrepõem e se articulam no relato dos diversos acontecimentos que compõem a narrativa – a criação do homem, a separação dos deuses e dos homens, do homem e da natureza, dos irmãos Prometeu/ Epimeteu, o roubo do fogo, a condenação do titã ao Cáucaso e sua libertação entre outros.

A encenação, ainda que tenha a palavra como principal meio expressivo, traça relações, paralelos e fricções com outras formas de expressão, como o canto e a dança – mais especificamente com os atos, gestos que compõem as danças dos orixás. Assim, ao lado das narrativas, por meio do espaço cênico, da sonoridade, dos cantos gregos e danças afro-brasileiras, o espetáculo estabelece um espaço de cruzamento entre mundos que, aparentemente, são apartados – o passado e o presente, o tempo mítico e o tempo cronológico, as mitologias grega e africana, entre outros.

Em entrevista ao Aplauso Brasil, Maria Thaís fala sobre a construção do espetáculo, a linha de pesquisa da Balagan e projetos vindouros.

Aplauso Brasil – O que deu início ao desejo em mergulhar nos estudos da tragédia de Prometeu?

Maria Thaís – Continue lendo

A possibilidade abala veredicto de “Doze Homens…”

26 jan

Crítica de Michel Fernandes para O Diário de São Paulo publicada dia 22 de janeiro de 2011

“12 Homens e Uma Sentença”, crédito Zineb Benchekchou

Em 1957, pelas mãos de Sidney Lumet, “Doze Homens e Uma Sentença”, de Reginald Rose, chegava às telas para perpertuar-se como clássico cinematográfico. Mais de 50 anos se passaram e, espantosamente, a crise ética impulsionada pelo texto de Rose parece ecoar velhas crises em novos tempos.

“É possível”, essa singela frase disparada por um dos personagens da peça, dirigida por Eduardo Tolentino de Araújo (notório diretor do Grupo TAPA), detona a ambiguidade do veredicto.

Doze componentes do corpo de jurados de um parricídio estão numa sala para efetivar a sentença. Num primeiro momento, Continue lendo

E o palco do CCBB aguenta o peso de tantas feras!?

9 dez

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

crédito Zineb Benchekchou

Não é questão de gordura, mas de competência. Nunca vi uma montagem com tantos grandes atores ao mesmo tempo. É o que acontece em “12 Homens e Uma Sentença”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de quinta a domingo. Uma maravilha.

A peça traz como trama uma reunião de jurados para resolver se um réu é inocente ou culpado. A discussão começa com Genézio de Barros e Norival Rizzo e se alastra por todo o grupo. São eles José Renato (ator que fundou o Teatro de Arena), Oswaldo Mendes (um dos fundadores do Arte e Ciência na Palco), Brian Penido (do Grupo TAPA). Além deles, André Garolli, Eduardo Semerjian, Ivo Müller, Ricardo Dantas, Augusto César, Marcelo Pacífico, Riba Carlovich e ainda, o guarda, Fernando Medeiros. Continue lendo

“12 Homens e Uma Sentença”: texto brilhante para interpretações sublimes

2 dez

“12 Homens e Uma Sentença”, crédito Zineb Benchekchou

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Peça de Reginald Rose, com direção de Eduardo Tolentino de Araújo, fica em cartaz até 19 de dezembro no CCBB-SP

Uma história instigante e envolvente com um elenco de 12 atores afinadíssimos e de muito talento. Essa é a impressão de quem assiste “12 Homens e Uma Sentença”, que fica em cartaz no CCBB até 19 de dezembro.
Originalmente a história foi criada para uma série de TV dos EUA nos anos 50, mas ganhou, pelas mãos do ator Henry Fonda, uma versão para o cinema, com direção de Sidney Lumet. Só em 1963 chegou aos palcos do mundo, sempre com muito sucesso. E pela primeira vez é encenada no Brasil, graças aos produtores Ana e Mário Paz, que convidaram Eduardo Tolentino de Araújo para a direção. Continue lendo