Tag Archives: 2010

Sai a lista dos indicados pelo 2º semestre ao Prêmio Shell de Teatro SP

25 jan

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Pascoal da Conceição, Maria Alice Vergueiro e Luciano Chirolli em "As Três Velhas"

Dias depois da divulgação dos indicados ao Prêmio Shell de Teatro pelo segundo semestre de 2010 em sua versão carioca, chegou a vez dos jurados de São Paulo apresentarem os candidatos que irão concorrer com os indicados pelo primeiro semestre de suas respectivas temporadas.

Um dos destaques dos indicados pela temporada iniciada em julho do ano passado, As Três Velhas, concorre em três categorias, além de uma homenagem especial para a atriz Maria Alice Vergueiro, quem assina a direção da peça.

Outro espetáculo que concorre em três categorias é Vida. Doze Homens e Uma Sentença, eleito Melhor Espetáculo de 2010 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), concorre em duas categorias. Continue lendo

Ritual que celebra a vida: o Butô da Sankai Juku

13 set

Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Tobari" o butô da Sankai Juku

Em apenas três apresentações – terça (14), quarta (15) e quinta-feira (16) –, a companhia japonesa Sankai Juku apresenta o espetáculo Tobari – Como Num Fluxo Inesgotável, inédito no Brasil como a segunda companhia a estrear na Temporada de Dança do Teatro Alfa 2010 (CLIQUE AQUI para saber mais da Temporada de Dança do Teatro Alfa 2010).

Tobari – Como num Fluxo Inesgotável tem coreografia de Amagatsu  para oito bailarinos, música de Takashi Kako, Yas-Kas e Yochiro Yoshikawa, e teve sua estreía mundial em 2008 no Théâtre de La Ville, em Paris. Os oito bailarinos em cena são: Ushio Amagatsu, Semimaru, Sho Takeuchi, Akihito Ichihara, Ichiro Hasegawa, Dai Matsuoka, Nobuyoshi Asai e Norihito Ishi. Continue lendo

FilTE Bahia 2010 reúne grandes nomes do teatro mundial em Salvador

7 set

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Falso Testemunho", da BoanDanz Action abre o FilTE Bahia 2010

Chega a sua terceira edição, o Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia (FilTE Bahia) com a missão de incluir Salvador na rota dos festivais de teatro contemporâneo. Com esmerada programação que, além de espetáculos nacionais e internacionais, ações educativas, lançamento de livro, a presença do diretor Eugenio Barba e do grupo Lume são selos de seriedade e excelência do festival que começa nesta quinta-feira (9) e vai até o dia 19.

A BoanDanz Action, companhia sediada em Filadélfia (Estados Unidos) e criada pela coreógrafa cubana, Marinela Boan, abre o FilTE Bahia 2010 com a apresentação de Falso Testemunho, na sala principal do Teatro Castro Alves, 20h, com entrada franca. A fundadora da companhia nomeia seu trabalho como “Dança Contaminada”, uma mistura de dança, vídeo e música ao vivo.

Nesses 10 dias de festival, com direção artística do cubano Luis Alberto Alonso, direção de produção de Rafael Magalhães, estão programadas mais de 50 atividades Continue lendo

Grupo Corpo abre Temporada de Dança do Teatro Alfa 2010 com Lecuona e Ímã

11 ago

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Lecuona"

Comemorando seus 35 anos de existência, o mineiríssimo Grupo Corpo deu ao público o direito de escolha, por meio de votação pela Internet, da coreografia que acompanharia Ímã no programa de 2010. Pois Lecuona (de 2004) venceu a difícil disputa – todos os trabalhos do grupo são excelentes – e compõe o programa que abre hoje – e vai só até segunda-feira (16) – a Temporada de Dança do Teatro Alfa 2010.

Após São Paulo, o Corpo leva esse mesmo espetáculo para Belo Horizonte (Palácio das Artes, 27 a31 de agosto), Salvador (Teatro Castro Alves, 4 e 5 de setembro), Rio de Janeiro (Theatro Municipal, 9 a 12 de setembro) e Brasília (Teatro Nacional, 16 a 19 de setembro).

Este ano, o Grupo Corpo leva seis coreografias – Bach, Breu, ímã, Lecuona, Onqotô e Parabelo – das 12 que tem em repertório para 19 cidades em cinco países – Canadá, Espanha, França, Escócia e Brasil. Se a dança é a mais bela expressão do corpo humano em movimento, o grupo mineiro demonstra isso enfaticamente no palco e na estrada. Os números são impressionantes: ao longo desses 35 anos, a companhia fez 2213 apresentações de 34 coreografias, com uma média de 75 espetáculos por ano, em 206 cidades de 34 países, incluindo o Brasil. Continue lendo

Abertura do FIT 2010 celebra a arte do palco

16 jul

Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Simone Mazzer em "Antes"

Mais de cinco mil pessoas estiveram ontem no auditório da represa municipal – que fica ao ar livre – para assistir Antes, da Armazém Cia. de Teatro, espetáculo produzido exclusivamente para a edição 2010 do FIT – Festival Internacional de São José do Rio Preto. Poético, sem negar a cruel realidade contemporânea, o espetáculo juntou uma multidão para celebrar a arte do palco.

Escrito por Maurício Arruda de Mendonça e Paulo Moraes (que também assina a direção),  Antes trata de um inusitado encontro entre pessoas em fuga das águas que caem em determinada cidade (claro que somos levados a associar o fato aos danos sofridos pelos cariocas – a trupe tem sede no Rio de Janeiro – com as torrenciais chuvas que os atacaram sem dó) e os fantasmas que habitam o velho teatro abandonado, cenário do encontro.

No enredo estão desde discussões sobre a relação entre o homem e a mulher, o uso desvirtuado das palavras (o monólogo em que Patricia Selonk fala que a publicidade estuprou as palavras e de como  o discurso dos políticos é a antítese do que realmente fazem é impagável), auto-avaliações sobre o fazer artístico, vida e morte, entre outros, utilizando recursos cênico-visuais surpreendentes como as diversas dimenções utilizadas para tratar de assuntos corriqueiros – em uma cena, por exemplo, os atores sobem pelas paredes alcançando o topo do cenário, como se fosse uma representação imagética de que a relação chegou a seu estopim;  noutra, Simone Mazzer canta lindamente etc.  

Assim, Antes se adequou plenamente ao conceito do festival,  A Conquista da Singularidade.

*Michel Fernandes viajou a convite do FIT – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Quando a tecnologia é a estrela da peça

16 jul

Por Fernanda Teixeira do FIT 2010
 

Peça de cia. canadense explora experiência sensorial

Destaque do Festival Internacional de Teatro de Rio Preto, o espetáculo  Os Cegos – Fantasmagorias Tecnológicas, do canadense Denis Marleau, da Ube Cie Theatre, com aprentação no dia 22, às 17h, traz um fato inusitado: não tem atores em cena.

 Assim, utiliza efeitos tecnológicos, com projeções dos personagens no palco. O espectador permanece na escuridão, em uma experiência singular e pode experimentar os sentimentos vividos pelos personagens. A platéia, formada por 72 espectadores, fica acomodada numa caixa preta em cima do palco. Parceria do SESC-SP com secretaria de Cultura de Rio Preto, o evento faz 10 anos agora em 2010.

Peça exclusiva marca abertura do 10º FIT

14 jul

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Las Julietas" com entrada gratuita

No ano em que comemora seu décimo aniversário, o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (FIT) traz novidades. Além dos seis espetáculos internacionais e 33 brasileiros, que se apresentam entre 15 e 24 de julho, muitos deles gratuitos, a abertura do FIT 2010, cujo tema é a Conquista da Singularidade, terá a apresentação de Antes, com a Armazém Companhia de Teatro, espetáculo criado especialmente para abrir o Festival.

O espetáculo terá uma única apresentação – no dia 15 de julho, às 20h, no Anfiteatro da Represa Municipal -, e será apresentado exclusivamente aos espectadores do FIT 2010, o que é inédito na história do evento.

Antes mostra pessoas comuns que se encontram num velho teatro abandonado e experimentam novas maneiras de se relacionarem com o mundo que as cerca. Quem assina o texto são Maurício Arruda de Mendonça e Paulo de Moraes (também diretor do espetáculo) que, ano passado trouxeram, o premiadíssimo, Inveja dos Anjos ao FIT.

Há alguns anos, a Armazém Companhia de Teatro trouxe três excelentes espetáculos de seu repertório (Alice Através do Espelho, Pessoas Invisíveis e A Caminho de Casa ), apresentados num dos galpões da Swift. Continue lendo

Luiz Valcazaras e o corte seco de Plínio Marcos com Boca de Baco

28 jun

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Navalha na Carne" - Crédito: Milton Dória/ Divulgação

Desafio apresentar um texto como Navalha na Carne (1967), do consagrado santista Plínio Marcos, com tantas montagens já feitas e cheia de predicados, mas o espetáculo dirigido por Luiz Vacazaras que marca os 20 anos do grupo londrinense Boca de Baco, traz o frescor de lâmina precisa que dá corte seco em seu alvo.

A trama do triângulo que coloca os personagens hora no papel de opressor hora de oprimido, ganha uma concepção com ritmo acelerado, em que a ação alcança o clima, ao mesmo tempo, claustrofóbico, violento e miserável em que os personagens estão imersos.

Ao ambientar o quarto da prostituta Neusa Sueli numa espécie de desmanche de carros, Valcazaras atualiza simbolicamente o espaço, elevando o espaço além das características realistas. Um desmanche é um lugar marginal por excelência, cenário perfeito para o embate entre Vado, Neusa e Veludo.

A direção de atores segue a linha concisa, econômica do espetáculo, sem cores carregadas tingindo as emoções, o que evita o maniqueísmo das personagens. Continue lendo

A guerra como um manifesto

23 jun

"Guerra", espetáculo italiano funde dança e teatro

Espetáculo dirigido por Pippo Delbono traz momentos de crueza e poesia

Célia Musilli, da Imprensa FILO – Festival Internacional de Londrina 2010

Quando o espetáculo Guerra, dirigido por Pippo Delbono, chegou ao Brasil, muita gente se referiu a ele como uma adaptação livre d “Odisseia, de Homero. Em Londrina, participando do FILO 2010, o diretor italiano esclareceu que a referência ao texto de Homero é mínima, apenas uma frase, e que a montagem se refere sim aos mitos, “mas não aos grandes mitos, aos pequenos.”
Guerra, segundo o diretor, trata dos conflitos humanos, fazendo uma colagem de histórias autobiográficas ou que se relacionam às vidas de alguns atores da companhia. Mais do que tudo, ele disse que se trata de uma abordagem sobre “a esquizofrenia do mundo e as guerras que se processam dentro de cada um, individualmente.” Continue lendo

FILO 2010 – Plínio Marcos, mestre de cerimônias do Boca de Baco

19 jun

Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Navalha na Carne" - Crédito Milton Dória/ Divulgação

Um texto já clássico da dramaturgia nacional, Navalha na Carne, de Plínio Marcos, é o mestre de cerimônias – e que mestre! – da celebração do vigésimo aniversário do grupo londrinense Boca de Baco que estreia hoje no FILO – Festival de Londrina 2010.

Quem assina a direção é Luiz Valcazaras (do premiadíssimo Abra as Asas Sobre Nós) que, segundo nos contou Jackeline Seglin, uma das fundadoras do grupo, é o primeiro diretor convidado pela trupe – em 2001 dirige Fando e Lis, de Fernando Arrabal – e marca o novo norte, mais profissional, que o Boca de Baco passa a seguir em suas produções.

“Conheci o Luiz Valcazaras quando ele veio para o FILO em 1998 e trouxe o monólogo Anjo Duro (com Bertha Zemmel), então o convidei para dirigir o Boca de Baco”, conta Jackeline Seglin. Continue lendo