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Poesia de Dante inspira texto de Luis Alberto de Abreu

12 jun

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Francesca", direção de Roberto Lage - foto de Bob Sousa

SÃO PAULO – Luis Alberto de Abreu nos conta no programa da linda peça Francesca – em cartaz às 21h de terças-feiras no Espaço dos Parlapatões -, escrita por ele depois de se emocionar com uma parte d’ A Divina Comédia, de Dante Alighieri, criada no final da idade Média e ainda antes do Renascimento. Quem assiste, também se envolve com a trama: casal de filho e nora que não obedecem às ordens amorosas do pai. E a gente se espanta com a semelhança entre nós e as personagens divididas entre emoções e leis, como acontecia na época descrita, há cerca de setecentos anos atrás. Há no texto lindíssimas  frases poéticas que Luis Alberto parece ter pinçado dos escritos de Dante, maravilhosas pela poesia e sabedoria a mostrar que continuam atuais. Não dá pra não ver.

Não bastassem os acertos de Abreu e Dante, a direção de Roberto Lage (com assistência de Paulo Jordão) é maravilhosa tanto na condução dos  dez atores (Tatyana Figueiredo,Márcio Bueno Dias, Renata Zhaneta, Maria do Carmo Soares, Ando Camargo, Marco Aurélio Campos, Fernando Petelinkar, Raquel Marinho, André Grecco e Rodrigo Ramos) que interpretam otimamente com destaque para Renata Zhaneta,  como na da encenação. E não é à toa. Cenografia Heron Medeiros, Figurinos Fábio Namatame, Iluminação Wagner Freire, música Paulo Herculano. Todos premiados. É simplesmente inesquecível, corra pra lá. Continue lendo

Atenção: segunda-feira tem lançamento da Revista A(l)Berto, nos vemos lá?

10 dez

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Alberto Guzik (1944-2010)

SÃO PAULO – Sempre que tomamos conhecimento de nova publicação proposta a refletir, de forma mais vertical, sobre as artes cênicas nossa taça de felicidade fica a trasbordar e a erguemos num brinde satisfeito ao deus Dionísio. Portanto, segunda-feira (12), a partir das 19h, na livraria Cultura do Conjunto Nacional, é dia de festa: o lançamento da Revista A(l)berto, da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

Dividida em cinco seções – Ponto de Convergência – O Ator no Centro do Palco, Primeira Fila – Dossiê Alberto Guzik, Ensaio Geral, Para Ler e Já Visto – com artigos assinados, em sua maioria, por artistas que transitam com êxito entre teoria e práxis, a primeira edição de A(l)berto presta merecida homenagem ao crítico teatral, escritor, diretor, professor e ator (falecido ano passado), não apenas no nome da revista – clara alusão a seu nome –, como na publicação de alguns de seus textos críticos produzidos para o Jornal da Tarde, em que evidencia-se a forma clara, elegante e formadora de seus textos que, com muito prazer, estamparam as páginas do Aplauso Brasil, no início do site, e, sem dúvida, me influenciaram no exercício crítico.

O texto em que Rodolfo García Vázquez dispõe as premissas básicas do que denomina Teatro Expandido, é referência aos artistas contemporâneos preocupados em desvendar possibilidades outras de lidar com as novas tecnologias, teoria qu pode ser vista exitosamente em Cabaré Stravaganza (CLIQUE AQUI para ler a crítica).

Miriam Rinaldi, entre outros, dá articulação textual ao refletir sobre interpretação, assim como o fazem Guilherme Bonfanti e iluminação, Martin Eikmeier  e a “dramaturgia sonora”, Marici Salomão e dramaturgia etc., sob a mui estimável e talentosa batuta de Silvana Garcia, coordenadora da revista e autora do artigo Os 40 Anos do Yuyachkani, da seção Já Visto.

Não devemos deixar de festejar tal momento  em que a publicação de A(l)Berto chega a ocupar um espaço editorial crescente unindo ciência e arte como a Revista Olhares (da Escola Superior de Artes  Célia Helena) e a Revista Sala Preta (do Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP).

SERVIÇO:

Lançamento Revista A(l)berto

Onde: Livraria Cultura – Conjunto Nacional

End.: Av. Paulista, 2073 – Bela Vista

Quando: dia 12 de dezembro (segunda-feira)

Horário: a partir das 19h

FilTE Bahia 2010 reúne grandes nomes do teatro mundial em Salvador

7 set

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Falso Testemunho", da BoanDanz Action abre o FilTE Bahia 2010

Chega a sua terceira edição, o Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia (FilTE Bahia) com a missão de incluir Salvador na rota dos festivais de teatro contemporâneo. Com esmerada programação que, além de espetáculos nacionais e internacionais, ações educativas, lançamento de livro, a presença do diretor Eugenio Barba e do grupo Lume são selos de seriedade e excelência do festival que começa nesta quinta-feira (9) e vai até o dia 19.

A BoanDanz Action, companhia sediada em Filadélfia (Estados Unidos) e criada pela coreógrafa cubana, Marinela Boan, abre o FilTE Bahia 2010 com a apresentação de Falso Testemunho, na sala principal do Teatro Castro Alves, 20h, com entrada franca. A fundadora da companhia nomeia seu trabalho como “Dança Contaminada”, uma mistura de dança, vídeo e música ao vivo.

Nesses 10 dias de festival, com direção artística do cubano Luis Alberto Alonso, direção de produção de Rafael Magalhães, estão programadas mais de 50 atividades Continue lendo

Alberto Guzik escreveu sobre os 50 anos do Teatro Oficina

28 jun

O queridíssimo Alberto Guzik

Tive a honra de contar com a participação de Alberto Guzik nos primórdios do Aplauso Brasil, e, numa humilde homenagem de quem admira e se desespera com a impressão de que podia fazer mais, re-publico o que, considero uma pérola, dentre tantas que produziu, em que escreveu sobre os 50 anos do Teatro Oficina. Evoé, Alberto!

Zé Celso: Trajetória de coerências e inquietações

Alberto Guzik, especial para o Aplauso Brasil

Ver os trabalhos de Zé Celso Martinez Correa tem sido para mim, como para muitos outros espectadores, ao longo dos últimos quarenta e tantos anos, um caminho de aprendizado traçado na coerência.

O projeto que, desde sua criação – em fins dos anos 1950 – na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, vem sendo executado pelo teatro Oficina e por seu mentor, Zé Celso (José Celso Martinez Corrêa), impressiona pela organicidade que extrai da diversidade. Continue lendo

Alberto Guzik e seu legado

27 jun

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Alberto Guzik (1944-2010)

Conheci Alberto Guzik quando ele estava de volta dos Estados Unidos, onde fez curso de teatro, e nos deu aula de Crítica Teatral na ECA (Escola de Comunicação e Artes). Éramos da segunda turma daquela escola, tendo prestado vestibular no ano de 1968. Foram explanações muito interessantes sobre o teatro e a crítica americanos. Um professor que regulava de idade com muitos dos alunos o que tornava suas aulas mais próximas e divertidas. Naquela época também foram seus alunos entre outros a Mariângela Alves Lima e o José Possi Neto.

Posteriormente tivemos aulas com o Sábato Magaldi que, ao invés de aulas teóricas, nos mandava criticar peças em cartaz, método que sempre usei quando lecionei crítica e que era bem menos agradável do que aulas do futuro grande crítico do Jornal da Tarde.

Seu mestrado sobre o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), TBC: Crônica de um Sonho, é um trabalho que tem o reconhecimento de todos os que conhecem o período dos anos 1950 e costuma ser consultado pelos alunos. Suas críticas durante do tempo do JT e Estadão, deveriam ser editadas para ficarem à disposição daqueles que pretendem conhecer o teatro posterior, sem se basear apenas nos mais que consagrados Décio Almeida Prado e Sábato. Ainda mais que ambos deixaram de escrever em jornais acompanhando as temporadas. Primeiro o Décio, no início dos anos 1960 e depois o próprio Sábato a quem Guzik substituiu com brilho. Continue lendo

Alberto Guzik morre na manhã deste sábado

26 jun

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil

Alberto Guzik (1944-2010)

Acabo de receber uma triste notícia: o artista Alberto Guzik faleceu às dez horas da manhã deste sábado.

Figura ímpar na vida artística, foi um dos mais importantes críticos de teatro brasileiro, escrevendo quase três décadas para o Jornal da Tarde.

Esteve na comissão julgadora do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo, Molière, Mambembe, APCA, entre outros. Como escritor escreveu o premiado romance Risco de Vida, o livro (fabuloso) de contos O Que é Ser Rio e Correr, entre outros, as peças teatrais Dentro, Na Noite da Praça, entre muitas.

Escreveu prefácios, livros dirigidos ao meio teatral, artigos, enfim, uma trajetória profícua e fabulosa.

Suas últimas críticas escreveu no início das atividades deste site, depois voltou aos palcos, para cumprir sua derradeira missão, na verdade um retorno ao princípio, como ator da companhia Os Satyros.

Fecha-se o pano para ele, não poupo lágrimas.

SAIBA MAIS AQUI.

Pagando para ensinar

25 nov

Pagando para ensinar

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michel@aplausobrasil.com 

Alberto Guzik, diretor-pedagógico da <i>SP Escola de Teatro</i>

Alberto Guzik, diretor-pedagógico da SP Escola de Teatro

 

Que os cursos oferecidos pela SP Escola de Teatro sejam gratuitos era de se esperar, vez que ela é vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, mas a novidade é que 100 alunos receberão uma ajuda mensal para freqüentar um dos curso de Difusão Cultural.

 

“Temos um programa de Inclusão Social, onde garantimos 100 bolsas de estudos no valor de R$ 545,00 por mês para serem distribuídas entre os nossos alunos. Assim, além dos cursos serem gratuitos ainda pagaremos para que o nosso aluno estude”, completa Ivam Cabral.

 As inscrições abrem no próprio dia 26 e encerram no dia 4 de dezembro. 

CLIQUE AQUI para mais informações e para ler o edital.

 CLIQUE AQUI para conferir a programação das conferências.

CLIQUE AQUI PARA LER SP Escola de Teatro abre as portas nesta quinta-feira

Grupo Galpão volta às origens: o teatro de rua

24 out

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michel@aplausobrasil.com

<i><b>Grupo Galpão</i></b> apresenta <i><b>Till, A Saga de Um Herói Torto</i></b>

Grupo Galpão apresenta Till, A Saga de Um Herói Torto

 

Depois de algumas experiências com o palco à italiana em montagens de clássicos como O Inspetor Geral, de Gogol, Um Homem é Um Homem, de Brecht, ambos dirigidos por Paulo José, entre outros, o Grupo Galpão

volta ao espaço que consagrou seu trabalho: a rua. E é ao ar-livre que esses talentosos mineiros de Belo Horizonte fazem meia-dúzia de apresentações de Till, A Saga de um Herói Torto, no Deck do SESC Pompéia até domingo (25), sábado (31) e domingo (1º), no Parque da Independência no Museu do Ipiranga.

O texto Till Eulenspiegel, do dramaturgo Luis Alberto de Abreu – mineiro radicado em São Paulo de quem a trupe, recentemente, encenou Um Trem Chamado Desejo -, escrito para e encenado pela Fraternal Cia. de Artes e Malas Artes há alguns anos, traz a história de Till, herói criado pela cultura popular da Idade Média na Alemanha que é gerado sem algumas peculiaridades inerentes à espécie humana, para cumprir uma aposta entre Deus e o Diabo.

 No coração de uma Alemanha miserável, cercada por personagens grotescos e espertalhões de toda espécie, Deus traz ao mundo a alma de Till que, de quebra, é abandonado meio ao frio e à fome num local em que descobre que, para sobreviver, precisa tornar-se mais e esperto e enganador que os outros. Será que o Demônio vence a aposta?

Seis únicas apresentações:

22 a 25 de outubro – SESC Pompéia, Deck da Unidade

31 de outubro e 1º. de novembro – Parque da Independência do Museu do Ipiranga

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Neyde Veneziano estreia em Santos De Onde Vem o Verão

13 out

Luis Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com) 

Neyde Veneziano encena peça de Soffredini

Neyde Veneziano encena peça de Soffredini

 

Na semana em que o grande autor santista, Carlos Alberto Soffredini, comemoraria seus 70 anos, a cidade de Santos poderá assistir à estreia de um de seus textos mais premiados, De Onde Vem o Verão, dirigido pela, também santista, Neyde Veneziano.

Soffredini começou a produzir textos teatrais em 1967, em Santos, enquanto fazia teatro no TEFFI – Teatro Escola da Faculdade de Filosofia. Dentre suas obras memoráveis destacam-se O Pássaro do Poente, Na Carrera do Divino (que teve notável encenação de Paulo Betti com o Pessoal do Victor), Vem buscar-me Que Ainda Sou Teu, Mais Quero Asno que me carregue que Cavalo que me Derrube. Para a TV escreveu novelas como Brasileiras e Brasileiros. A partir da obra de Soffredini, Luis Alberto de Abreu e Luiz Fernando Carvalho criaram a mini-série Hoje é dia de Maria.

Segundo Neyde Veneziano, “Soffredini, ao lado de Nelson Rodrigues e Plínio Marcos, está entre os maiores dramaturgos do Brasil. Sua obra representa poeticamente o povo brasileiro, com suas crenças, seus costumes e até suas safadezas, em dias quentes de verão”.

 Para a diretora, “Soffredini levou para o teatro os seus vizinhos dos bairros santistas, tornando-os líricos e antológicos. A peculiar prosódia santista salpicada de frases estrambóticas surge nas deliciosas falas dos personagens como: “tu foi?…, tu viu?…, tu sabe como são as coisa?… bregada, viu?”

 De Onde Vem o Verão mostra a história de Marlene (Renata Soffredini), uma costureira de vestidos de noiva que vê, de sua janela, o mundo se modernizar. Ao lado da mãe (Laura Lavorato), Marlene passa a viver um grande conflito. Pela janela, ela conhece Natalino (Daniel Meirelis), um pedreiro da obra que está sendo construída na frente de sua casa. E Marlene se apaixona. Continue lendo