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Espectador ganha o centro do palco em Cartas de Amor – Electropoprockoperamusical

2 dez

Maurício Mellone* (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Depois de se apresentar em Brasília e Rio de Janeiro no ano passado, o espetáculo chega à cidade para duas temporadas no CCBB, a primeira até o dia 15 de dezembro e no ano que vem, de 11 de janeiro a 2 de fevereiro

"Cartas de Amor - Electropoprockoperamusical" - foto Guga Melgar

SÃO PAULO – Uma experiência inusitada: o espectador entra no teatro do CCBB-SP e é encaminhado para o centro do palco, com pequenos módulos dispostos aleatoriamente no espaço, com folhas secas jogadas no chão. Ao redor, quatro telões de vídeo e dois quartos, cada um com cama e uma pequena estante com monitor de vídeo. Os atores recebem as pessoas e indicam onde devem se sentar. Percebe-se então que o público fica onde seria a sala daquela casa semi-abandonada. Aos poucos, os atores se dirigem aos espectadores e recitam pequenos versos de amor ao pé do ouvido. Pronto, o clima está estabelecido para que Cartas de Amor – Electropoprockoperamusical tenha início.

As 14 instalações musicais — rock, pop, MPB— tratam de relações amorosas e conduzem a peça. O roteiro e as letras das músicas, de Flavio Graff, foram criados a partir de histórias encontradas em cartas de amigos dos componentes do grupo, em feiras de antiguidades, além de poemas e referências pessoais de Graff, que também assina a direção ao lado de Emílio de Mello. Continue lendo

Espetáculo reedita parceria dos Irmãos Blat

5 out

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Ricardo Blat em "O Amor é Lindo"

Quando o romance, a idealização do ser amado, a fidelidade e a longevidade da relação se deparam com a realidade cotidiana, um novo cenário para o relacionamento se desenha. Nele, prevalece a avaliação da união, segundo os interesses de cada um. Este

“confronto” é o mote do espetáculo O Amor é Lindo, escrito e dirigido por Rogério Blat, que estreia sexta-feira (8) no Teatro Cultura Artística – Itaim, em São Paulo.


A comédia aborda a eterna busca pela felicidade no casamento e inova pelo formato, com o ator Ricardo Blat interpretando tanto o marido quanto a esposa. Trata-se de uma demonstração da virtuose deste, que é um dos maiores atores brasileiros.

Segundo suas palavras: “Fazer o espetáculo é uma forma de questionar as relações padronizadas que chegam ao limite do cômico, mas que sempre podem ser modificadas”. Continue lendo

Transexuais, “Teatro Expandido” e “Teatros do Real” em Hipóteses Para o Amor e a Verdade n’ Os Satyros

1 maio

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Phedra D' Córdoba e Esther Antunes em HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE

Estreia logo mais um instigante trabalho da Cia. de Teatro Os Satyros com propostas que prometem abalar a forma tradicional em que o teatro se apresenta. Hipóteses Para o Amor e a Verdade, texto de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, que também assina a direção, busca investigar a linguagem que batizaram de “Teatro Expandido”.

No elenco atores, não atores e três transexuais: uma delas a diva da companhia, a deliciosa e dona de talento ímpar, Phedra D’ Córdoba. A trama e personagens surgiram nas entrevistas realizadas com a população que circunda a Praça Roosevelt. E posso garantir que a fauna de tipos humanos é bastante diversificada.

Antes de entrar no enredo da peça, peço licença ao senhor leitor para observar um dos motivos que mais me instiga a assistir a peça: no artigo “Teatros do Real”, um dos brilhantes textos de Teatralidades Contemporâneas, escrito por Sílvia Fernandes – uma de nossas mais competentes teóricas de teatro –, é apontado como característica da linguagem teatral contemporânea essa mescla de ficção e verdade, apoiada numa representação que rejeita o naturalismo, bem como o engajamento político didático, o foco da ação no indivíduo e como ele dialoga com seu meio social. E essa parece ser a proposta de Hipóteses Para o Amor e a Verdade que tem como mote a vida de pessoas anônimas do centro de São Paulo, suas crenças e seus afetos diante da Nova Humanidade. Continue lendo

Maria Bethânia canta o amor e a devoção em SP

8 dez

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

Show de Maria Bethânia no Caneção.Foto de Álvaro Riveros

Show de Maria Bethânia no Caneção.Foto de Álvaro Riveros

 

Vi pelo youtube o trecho em que Bethânia a razão para o título do novo show que fará apenas três apresentações em São Paulo – de quinta (10) a sábado (12) –, no Teatro Abril, encerrando a turnê de 2009. Amor, Festa, Devoção, nome do show que a diva santo-amarense divulga seus dois novos CDs – Encanteria e Tua –, são as três palavras que regem a vida centenária matriarca da família Veloso, dona Canô.

 

Os novos CDs são, o que já é lugar-comum, duas jóias que navegam na direção contrária da maré popularesca e seus refrões reproduzíveis até por papagaios. Em sua posição de resistir ao apelativo, Bethânia vai além do fácil e fugaz e, mesmo assim, alcança sucesso. Ela não se expõe na mídia e, ainda assim, ou talvez por isso mesmo, tem uma legião de admiradores que fazem questão de comprar seus CDs e ir aos shows.

Com estilo delicado e nostálgico, Maria Bethânia canta o amor em Tua com melancolia e poesia. As canções do trabalho têm letras ricas em sugestão de imagens melancólicas, de amor desejado, em seu conteúdo, e prosódia incomparável, no que respeita a sua forma.

Encanteria, o segundo CD, é a celebração da devoção, com canções de extrema beleza que passeiam por arranjos marcadamente representativos da musicalidade brasileira.

E o repertório dos CDs – Tua, Feita na Bahia, Ê Senhora, entre outras –, dividem o repertório com canções como Objeto Não Identificado, de seu “mano” Caetano em Amor, Festa, Devoção, cujo roteiro é assinado por Bethânia e Fauzi Arap (diretor de diversos shows da cantora), dirigido por Bia Lessa que, também, assina a cenografia, e com iluminação do diretor de fotografia Lauro Escorel.

Jaime Alem assina os arranjos (e também os violões, viola e guitarra), ao lado de Jorge Helder (baixo e violão), Carlos Cesar (bateria e percussão), Marco Lobo e Reginaldo Vargas (percussão) e Vitor Gonçalves (piano, acordeom e violão). Continue lendo

Bethania homenageia Dona Canô

8 dez

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Bethânia celebra o amor e a devoção em BH

16 nov

<i>Amor, Festa e Devoção</i> em Belo Horizonte

Amor, Festa e Devoção em Belo Horizonte

Antes de chegar a São Paulo – no início de dezembro, no palco do Teatro Abril, de 10 a 12 de dezembro -,  Amor, Festa e Devoção, novo show de Maria Bethânia, passa por diversas capitais brasileiras, caso de Belo Horizonte que recebe a “abelha rainha”, no Grande Teatro do Palácio das Artes, apenas nesta quarta (18) e quinta-feira (19), para celebrar o lançamento de seus dois novos trabalhos: Tua, uma elegia ao amor, e Encanteria, CD que festeja a devoção do povo brasileiro.

Dirigido por Bia Lessa – que assinou a direção de Brasileirinho, Tempo Tempo Tempo Tempo e Dentro do Mar Tem Rio, últimos shows da artista -, com roteiro de Bethânia e Fauzi Arap (diretor de shows antológicos da intérprete como Rosa dos Ventos  e Imitação da Vida), Amor, Festa e Devoção traz, em seu repertório, canções dos novos álbuns, além de clássicos como Não Identificado e Queixa.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre Amor, Festa e Devoção no Grande Teatro do Palácio das Artes de Belo Horizonte.

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