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Em Cruel, Reynaldo Gianecchini vive novo vilão

4 jul

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Eric Marmo e Reynaldo Gianecchini em "Cruel"

Inaugurando o horário das 21h de segundas e terças do Teatro FAAP, estreou, semana passada, o espetáculo Cruel, uma tradução e adaptação de Elias Andreato da peça Os Credores, de August Strindberg.

Nada como uma boa história bem contada. Desde a primeira cena o público é fisgado pela trama muito bem articulada do mestre da dramaturgia sueca e mundial. O casal, a traição e o sentimento de vingança: o clássico triângulo amoroso é a matéria prima do enredo de Strindberg.

Com um texto cortante e certeiro, o espectador logo toma conhecimento dos objetivos do vingativo Gustavo, interpretado por Reynaldo Gianecchini. Traído pela esposa Tekla (Maria Manoella), ele se faz passar por confidente do artista plástico Adolfo, vivido por Erik Marmo, atual marido da bela mulher. Aos poucos Gustavo ganha a confiança do inseguro pintor e o manipula, insuflando sentimentos de posse e ciúme, facilmente absorvidos pelo influenciável artista. Continue lendo

Gianecchini: o galã cruel

23 jun

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Reynaldo Gianecchini e Maria Manoella em "Cruel"

O ator Reynaldo Gianecchini tem uma trajetória pautada pela “fuga do estereótipo”, conforme afirma, e sempre se dispõe a enfrentar desafios no teatro. Assim é em sua nova empreitada: o galã das telenovelas promete surpreender na pele de um personagem do sueco August Strindberg de Cruel, adaptação de Os Credores, do mesmo autor, assinada pelo ator Elias Andreato, quem dirige a peça, cuja estreia, para convidados, é hoje e a temporada

Erik Marmo e Maria Manoella em "Cruel"

Um triângulo nada convencional marca a trama da peça que traz, também, os atores Erik Marmo e Maria Manoella dividindo a cena com Gianecchini. Tekla (Manoella), uma escritora, casada com Adolfo (Marmo), artista plástico, vão passar uma temporada numa ilha. Lá está Gustavo (Gianecchini), ex-marido de Tekla, que ocultando sua identidade para Adolfo, com ela um jogo de crueldade para vingar-se destruindo o casal.

Em entrevista exclusiva a Michel Fernandes, o ator Reynaldo Gianecchini fala sobre seu percurso no teatro e na televisão, sobre seu trabalho em Cruel, sua decisão em dedicar-se apenas ao teatro em 2011, entre outros.

Michel Fernandes – O que o move a realizar projetos ousados, como montar um clássico de Strindberg, tendo carreira televisiva de destaque? Continue lendo

Édipo pra lá de surpreendente

16 maio

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Eucir de Souza é Édipo

Édipo é uma tragédia especial, à medida em que é a primeira obra de arte de suspense, escrita por um dos maiores gênios da antiguidade grega,  Sófocles, baseada em mitos de sua época. Édipo Rei é o único caso bem sucedido, que se conhece, em que o investigador e o criminoso são a mesma pessoa.

Já houve autores que tentaram a mesma façanha, como é o caso de A Criança Enterrada, de Sam Shepard, que recebeu o Prêmio Pulitzer. Pois Elias Andreatto ousou fazer uma adaptação do texto grego, reduzindo-o a setenta minutos nos quais consegue envolver o público nos conflitos do personagem original. Transformou a história num texto de cunho realista, onde o coro grego é substituído por sanfonas, com resultado ótimo. Só vendo pra crer. Continue lendo

Artesão das palavras faladas

3 maio

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Elias Andreato em seu premiado solo, "Doido"

Em seu último espetáculo solo, Doido, Elias Andreato também deu o foco às palavras, interpretando de manifestos de Antonin Artaud (artista francês, pensador e realizador de teatro) a poemas de Fernando Pessoa (poeta lusitano) e materializou o sonho de todo ator: comunicar-se com sua plateia, não de maneira qualquer, mas estabelecendo uma intimidade somente possível  nesse modelo artístico.

Artesão das palavras faladas, o ator Elias Andreato segue firme o curso da lapidação do verbo que deságua da boca com naturalidade peculiar. Recupera, uma parcela, da tradição oral que anda meio esmagada pela ditadura das imagens.

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Um Édipo enxuto chega hoje ao Teatro Eva Herz

ÉDIPO

Teatro Eva Herz (166 lugares)

Avenida Paulista, 2.073 – Livraria Cultura / Conjunto Nacional

Informações:             (11) 3170-4059       – www.teatroevaherz.com.br

Bilheteria: Terça a sábado, das 14h às 21h. Domingo, das 12h às 19h. Em feriado, sujeito à alteração. Aceita todos os cartões de crédito. Não aceita cheque.

Vendas pela internet: www.ingresso.com

Vendas por telefone: 4003-2330

Terças, às 21h

Ingressos: R$ 40

Duração: 70 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Estreia dia 03 de maio

Temporada: até 21 de junho

Decifre e devore as relações amorosas no Miniteatro

8 fev

Maurício Mellone, colunista colaborador do Aplauso Brasil

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Diretor assina ainda o cenário e divide o roteiro com os atores Helô Cintra e João Paulo Lorenzon

O amor entre duas pessoas, com seus encontros e

"Decrifra-te ou me Devora" - foto de João Caldas

desencontros que são superdimensionados nesses tempos de uso de recursos virtuais, como a internet e os celulares. Com esse mote Elias Andreato, Helô Cintra e João Paulo Lorenzon criaram o espetáculo Decifra-te ou me Devora, utilizando poemas e textos de autores como Jean Tardieu, Cacaso, Paul Celan e Herberto Helder, entre outros. A peça estreou nesse final de semana no Miniteatro.

Num espaço intimista, tendo como cenário uma cama de casal que serve também como tela para que sejam projetadas imagens, o público entra, atravessa o palco e fica como voyeur daquela relação amorosa. Inicialmente o casal só se comunica de forma virtual, por meio de poemas, com o objetivo de se conhecerem. Depois partem para os celulares e a voz passa a ser o novo dado para se conhecerem melhor. O último passo para saber quem é a pessoa amada é o encontro real. Continue lendo

Ghetto luta pelo respeito às diferenças

28 abr

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

GHETTO Foto João Caldas

Infelizmente é preciso recordar crimes hediondos praticados pela intolerância às diferenças, caso do Holocausto que dizimou e humilhou milhões de judeus, para que não os esqueçamos. O que nos conforta é que, mesmo face a esse terror, brotaram obras de arte como Yossel Rakover Dirige-se a Deus, de Zvi Kolitz, base ao roteiro do monólogo Ghetto, escrito e dirigido por Elias Andreato, cuja estreia é hoje, 21h, no Teatro Eva Herz, dentro da Livraria Cultura.

Fábio Herford dá vida a Yossel Rakover, um judeu-polonês, que momentos antes da destruição completa do Gueto de Varsóvia dedica-se a escrever sua história dirigindo-se, ora revoltado, ora resignado, a Deus, como um Jó que mesmo diante de tanto horror não perde a fé.

Embora quando do seu lançamento no Ídiche Zeitung, em 1946, um periódico judaico de Buenos Aires, Yossel Rakover Dirige-se a Deus foi confundido como um relato autobiográfico tão intenso e pungente é. Depois do mal entendido, a escritura transformou-se em livro, que certo dia chegou às mãos do ator judeu Fábio Herford.

“Foi o próprio Elias Andreato, diretor desse espetáculo, quem me apresentou a obra”, revela o ator. Continue lendo

Doido em curta temporada

9 abr

Michel Fernandes, Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Elias Andreato no solo Doido

Solo em que Elias Andreato interpreta monólogos, textos em prosa e poesias de autores que vão do quilate de Shakespeare, Fernando Pessoa, Schiller, Artaud e tantos outros, cujo tema resvala na loucura humana. Doido encanta por sua simplicidade e pela primorosa interpretação de Elias Andreato que com excelentes textos seguidos pela mesma excelência em utilizar a dicção, as modulações vocais, sensibilidade e superior capacidade no entendimento do texto e posterior comunicação do mesmo. Em Doidocomprovamos que para fazer bom teatro é preciso muito pouco: uma cadeira, uma mesa e um ciente e eficiente ator.

DOIDO

TEATRO ÁGORA

Sala Gianni Ratto (88 lugares)

Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista.

Telefone: 3284-0290

Bilheteria: de terça a domingo, das 14h até o horário do espetáculo.

Formas de pagamento: dinheiro e cheque. Não aceita cartões de crédito e débito.

Sábado, às 21h30 – Domingo, às 18h

Sábado e Domingo R$ 30

Duração: 60 minutos

Recomendação: 14 anos

Até 30 de maio