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Diversão inteligente é a proposta da encenação de "Cândida"

30 jan

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Comédia de Bernard Shaw, com Bia Seidl no papel título,

Sérgio Mastropasqua e Bia Seidl em "Cândida"

permanece em cartaz até final de março, no Teatro Augusta

Montagem do Núcleo Experimental, Cândida, comédia clássica do irlandês Bernard Shaw, está de volta ao Teatro Augusta depois de quatro temporadas na capital e de turnê pelo país. A peça já viajou por 19 cidades, com mais de 200 sessões e um público estimado de 50 mil espectadores; permanece em cartaz até o dia 27 de março.

Sob direção de Zé Henrique de Paula, que também assina figurino e cenografia, Cândida foi escrita em 1895 e discute o casamento, insinuando inclusive um triângulo amoroso. Tudo acontece num único dia, quando o reverendo Morell, interpretado por Sergio Mastropasqua, está à espera de sua esposa Cândida (Bia Seidl) que estava de viagem. Ela chega, mas traz consigo Eugenio Marchbanks (Thiago Carreira), um poeta sensível, de apenas 18 anos.

O marido é apaixonado pela esposa e o garoto também se revela um admirador da bela senhora, que por sua vez sente-se atraída por ambos. Continue lendo

Maria Bethânia canta o amor e a devoção em SP

8 dez

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michelfernandes@superig.com.br)

 

Show de Maria Bethânia no Caneção.Foto de Álvaro Riveros

Show de Maria Bethânia no Caneção.Foto de Álvaro Riveros

 

Vi pelo youtube o trecho em que Bethânia a razão para o título do novo show que fará apenas três apresentações em São Paulo – de quinta (10) a sábado (12) –, no Teatro Abril, encerrando a turnê de 2009. Amor, Festa, Devoção, nome do show que a diva santo-amarense divulga seus dois novos CDs – Encanteria e Tua –, são as três palavras que regem a vida centenária matriarca da família Veloso, dona Canô.

 

Os novos CDs são, o que já é lugar-comum, duas jóias que navegam na direção contrária da maré popularesca e seus refrões reproduzíveis até por papagaios. Em sua posição de resistir ao apelativo, Bethânia vai além do fácil e fugaz e, mesmo assim, alcança sucesso. Ela não se expõe na mídia e, ainda assim, ou talvez por isso mesmo, tem uma legião de admiradores que fazem questão de comprar seus CDs e ir aos shows.

Com estilo delicado e nostálgico, Maria Bethânia canta o amor em Tua com melancolia e poesia. As canções do trabalho têm letras ricas em sugestão de imagens melancólicas, de amor desejado, em seu conteúdo, e prosódia incomparável, no que respeita a sua forma.

Encanteria, o segundo CD, é a celebração da devoção, com canções de extrema beleza que passeiam por arranjos marcadamente representativos da musicalidade brasileira.

E o repertório dos CDs – Tua, Feita na Bahia, Ê Senhora, entre outras –, dividem o repertório com canções como Objeto Não Identificado, de seu “mano” Caetano em Amor, Festa, Devoção, cujo roteiro é assinado por Bethânia e Fauzi Arap (diretor de diversos shows da cantora), dirigido por Bia Lessa que, também, assina a cenografia, e com iluminação do diretor de fotografia Lauro Escorel.

Jaime Alem assina os arranjos (e também os violões, viola e guitarra), ao lado de Jorge Helder (baixo e violão), Carlos Cesar (bateria e percussão), Marco Lobo e Reginaldo Vargas (percussão) e Vitor Gonçalves (piano, acordeom e violão). Continue lendo