Tag Archives: comédia

Neyde Veneziano dirige LaMínima em comédia de Dario Fo

21 mar

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Mistero Buffo" - foto de Carlos Gueller

SÃO PAULO – Duas potências no quesito teatro cômico brasileiro, a diretora Neyde Veneziano e a trupe LaMínima (que celebra 15 anos de existência), encontram-se a partir de amanhã juntas em peça do italiano Dario Fo (leia-se Fó), Mistero Buffo, no Teatro Popular do SESI.

Num didatismo agradável, o público – parte dele disposto em arquibancadas armadas no palco que torna-se semi arena e dá o tom de espetáculo circense – recebe os atores-saltimbancos da companhia LaMínima, Domingos Montagner e Fernando Sampaio, acompanhados pelo ator convidado Fernando Paz que apresentam o que o público assistirá aquela noite, além de dizer de onde vem esse estilo teatral que Mistero Buffo representa: mistérios medievais tratados em tom satírico colhidos e transformados por Fo.

Episódios encontrados nas sagradas escrituras, como a ressurreição de Lázaro, tomam no texto dimensões de ácida crítica social. Continue lendo

A Vingança do Espelho homenageia Zezé Macedo

8 mar

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Peça de Flávio Marinho faz parte do projeto "Trilogia da Comédia"

SÃO PAULO – A criadinha do Brasil, Greta Garbo brasileira, Carlitos de saias. Tantos apelidos foram dados para Zezé Macedo, uma das maiores comediantes brasileiras. A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo, projeto idealizado por Eduardo Barata, dirigido por Amir Haddad, e com Betty Gofman, Tadeu Mello, Mouhamed Harfouch, Marta Paret e Marcelo Várzea no elenco, estreia no Teatro Vivo, nesta sexta-feira (9), 21h30, cumprindo temporada sempre as sextas às 21h30, sábados às 21h e domingo às 19h, com preço único promocional de R$10 na primeira semana de espetáculo.

“Homenagear Zezé Macedo não é só resgatar a memória das atrizes populares é também relembrar como é possível fazer uma linha interpretativa sofisticada, elegante, popular e extremamente brasileira”, esclarece Flávio Marinho autor da peça.

O espetáculo faz parte do projeto “Trilogia do Riso”, idealizado e produzido por Eduardo Barata, que conta a trajetória pessoal e profissional de grandes damas das comédias e das chanchadas: A Garota do Biquíni Vermelho, que homenageia Sônia Mamed; A Vingança do Espelho: A História de Zezé Macedo, sucesso de público e crítica durante a temporada no Rio de Janeiro e Consuelo Leandro, que será dirigido por Ernesto Piccolo.

“Comecei a pensar neste projeto em 2007. Continue lendo

“Alegres Humoristas” versus “Tristes Piadistas”

10 nov

Afonso Gentil*, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Marcelo Médici e Ricardo Rathsam na hilária "Eu Era..."

SÃO PAULO – Nossa vã filosofia jamais iria supor que o humor fosse virar caso de polícia. Consequência lógica do assustador uso da linguagem chula, da atitude cafajeste e do excesso de escatologia ao gosto de adolescentes, que dominam a maioria dos shows (?) da chamada Comédia em Pé (Stand Up-comedy)? Com certeza: muitos desses piadistas brotam da Internet com a rapidez dos coelhos,  minando a saúde do riso.

Bom lembrar que espetáculo solo, de um comediante de fato, tem toda uma logística de encenação que vai muito além da “roupa do corpo” e do microfone, a começar por um texto cuidadosamente selecionado.  Daí nos determos hoje em dois  exemplares do gênero: Eu Era Tudo Para Ela e Ela Me Deixou no Teatro da FAAP e Solidão,  A Comédia no N.Ex.T.

Esses piadistas, sem a indispensável graça natural, ou seja, de talento raquítico, deveriam embarcar conosco, num passeio icônico  pelo humor dos ídolos  das ultimas décadas até agora. Desde os antológicos solos dos intrépidos e corajosos Chico Anísio e Juca Chaves, passando pelos donos insuperáveis da piada de cunho deslavadamente surreal Ary Toledo e José Vasconcelos. Ou prestando a maior das atenções nos ingênuos do “pau oco” (duplo sentido) Mazzaropi, no cinema e Ronald Golias, na televisão. Ou ainda nas contundentes  sátiras de Jô Soares, herdadas naturalmente, pelo estilo espontâneo de Hugo Possolo.

HUMOR BURILADO POR AUTORES TALENTOSOS

À  maneira do famoso James Bond, vamos à apresentação: o nome dele é Boechat, Emílio Boechat. Assim deveria ser tratado esse talentoso autor, de poucas obras teatrais, mas centenas de roteiros para televisão. Boechat é o responsável primeiro  pelo concorrido cartaz do Teatro Faap, Eu Era Tudo Para Ela e Ela Me Deixou,  veículo para a cachoeira de risos em que se tornou o ator Marcelo Médici  desde Cada um Com Seus Pobrema.

Emilio Boechat está à espera de um ensaísta que se debruce sobre a sua tão verdadeira quanto cruel visão da contemporaneidade. Mas já dá para entrevê-la pelos tipos, pelos diálogos e pelo calvário percorrido pelo protagonista, a partir do momento em que sua entediada esposa despeja-o, literalmente, do seu próprio lar. Vamos acompanhar o desmonte impiedoso de um homem, como o fizeram Kafka (O Processo) e Brecht (Um Homem é um Homem). Dito assim,  parece um  tragicomédia existencialista. Que ela é! Mas, nas incontáveis mãos de Marcelo Médici e de seu surpreendente colega de cena, Ricardo Rathsam em formidável desempenho, o riso, involuntário ou não, é irreprimível, fazendo da montagem do FAAP um das melhores comédias em safras recentes.

SOLIDÃO, A COMÉDIA

Não é novidade, mas o tempo decorrido entre a montagem de Diogo Vilela e esta, com Mauricio Machado, recria com frescor e comedida melancolia, às vezes, um louco passeio pela solidão de diferentes tipos humanos, saído da mente criativa do saudoso Vicente Pereira, de vida breve, autor de Solidão. Continue lendo

Exposição sobre Besteirol coloca público no clima do gênero

7 out

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Idealizada pelo ator Maurício Machado, em cartaz no Teatro N.Ex.T. com o

Luís Francisco Wasilewski, curador da mostra "Assim Era o Besteirol"

monólogo Solidão – A Comédia, de Vicente Pereira, a exposição Assim Era o Besteirol conta a história do gênero batizado de “Besteirol”, dos primórdios, quando Ney Matogrosso traz Vicente a São Paulo para trabalhar como cenógrafo e figurinista do grupo musical Secos e Molhados a sua consagração de Pereira como um dos principais nomes da dramaturgia cômica carioca dos anos 1980 para que o público entre no clima do gênero..

“Inicialmente seria uma homenagem a Vicente, mas a coisa tomou uma proporção maior e acabamos por homenagear o gênero. Adotei como linha mestra mostrar o que foi o Teatro Besteirol. Uma ideia que surgiu da diretora de arte, Maíra Knox foi a de colocar frases que estavam em minha dissertação de Mestrado. Selecionamos frases de Vicente Pereira, da entrevista que (Miguel) Falabella me concedeu e outras que situavam a importância desta forma teatral.Outra excelente ideia da Maíra foi a criação de uma árvore que mostra as ramificações dos artistas do Besteirol”, conta o pesquisador e crítico teatral Luís Francisco Wasilewski, curador da exposição e colaborador do Aplauso Brasil.

Para traçar a história do gênero teatral que marcou a década de 1980, sobretudo a carioca, que segundo Luís Francisco “se caracteriza como um tipo de comédia que fazia uma crônica dos costumes da sociedade brasileiro nos anos 1980. Continue lendo

Peça-instalação apresenta poéticos retratos do cotidiano

8 abr

Michel Fernandes*, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

 
 
 

Elenco de "Estilhaços"

Um singelo retrato do cotidiano é a proposta do espetáculo-instalação, Estilhaços, escrito e dirigido por Eduardo Wotzik, que um núcleo de investigação teatral carioca – formado por Analu Prestes, Clarice Derziê, Marcos França e Ricardo Kosovski – trouxe ao 20º Festival de Curitiba. Fragmentos de histórias que são comuns a qualquer um dos 90 espectadores que se acomodam sobre cubos brancos iluminados internamente, dispostos na imensa estrutura retangular, também branca e iluminada, com um fio de luz azul a envolver, tornam tais sementes reflexivas apontadas pelos textos gotas a exalar poesia.

O efeito prazeroso obtido segue o jogo teatral básico mais simples e desejável na relação entre o público e o espetáculo, ou seja, ao estar ciente do que se diz e de como dizer – destaquemos a excelente preparação vocal assinada por Jackie Hecker – , os atores alcançam a valorização das palavras de forma que todos possam pactuar do mesmo sentido.

Seguindo a escolha da valorização do essencial, Estilhaços acerta na opção pela neutralidade dos figurinos (Tatiana Brescia) e iluminação (Paulo César Medeiros), sendo a cenografia (a instalação de José Dias) parte determinante do texto cênico.

Certamente, o público paulistano – maior leitor do Aplauso Brasil – vai se deliciar com o enxuto espetáculo. Vamos torcer pra breve concretização disso!

*Michel Fernandes viajou a convite do Festival de Curitiba

“Clube da Comédia Stand Up” estreia em casa nova

10 mar

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Clube da Comédia" completa seis anos com novidades

O Teatro do Shopping Frei Caneca recebe, a partir de hoje, 21h, o Clube da Comédia Stand Up, com Danilo Gentili, Marcela Leal, Marcelo Mansfield e Oscar Filho, completando seis anos de vida. Além da casa nova, o humorista Patrick Maia passa a integrar o elenco do show de humor.

Os temas são relacionados aos acontecimentos do cotidiano, buscando traça-los com irreverência,. Bem-sucedido, o grupo computa um público de mais de 200 mil pessoas. Continue lendo

Resgatando o Besteirol

18 fev

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Maurício Machado em "Solidão - A Comédia" - foto de Guga Melgar

(RJ) Mesmo com todas as controvérsias que o título besteirol ocasiona aos artistas criadores do gênero, uma crítica da década de 1980 substantivou esse estilo teatral e o nome continua até hoje. Para homenagear o estilo e um de seus principais representantes, o autor Vicente Pereira, o Teatro Cândido Mendes recebe até abril o monólogo Solidão – A Comédia, sob direção de Cláudio Tovar, além da exposição Assim Era o Besteirol.

O ator Maurício Machado dá vida aos inúmeros tipos que povoam os esquetes que compõem Solidão – A Comédia, todos solitários, como uma prostituta que decide telefonar para seus ex-clientes procurando companhia e uma jovem à espera numa mesa de bar.

Em entrevista a Michel Fernandes, o ator Maurício Machado fala sobre a homenagem ao Besteirol, a montagem de Solidão – A Comédia e outros projetos.

Michel Fernandes – Por que a decisão de resgatar e homenagear o Besteirol? O que mais o toca nesse gênero teatral? Continue lendo

Simone Gutierrez e Eduardo Berton apresentam “AíPod”

2 fev

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Simone Gutierrea e Eduardo Berton em "AíPod"

Quem perdeu o musical Hairspray, dirigido por Miguel Falabella, conhece apenas a comicidade evidente da atriz Simone Gutierrez que acaba de se tornar conhecida nacionalmente depois de dar vida à secretária Lurdinha na novela Passione, da TV Globo. Mas ela protagonizava o musical, ao lado do experiente ator Edson Celulari, e encantava com seu talento vocal e cômico à plateia. E ao lado de Eduardo Berton estreia hoje, no Teatro Nair Belo, AíPod.

Gutierrez e Berton dão vida, respectivamente à Rita Londres e Paulinho Correia, casal que comanda a rádio “Rádio”, uma emissora com atrações bizarras e com pitadas de bom humor.

“O texto é simples, dinâmico e hilário. Eu acredito que muitas pessoas vão se identificar com as personagens”, apota Simone.

AíPod é uma comédia em que a banda chamada AíPod (cujos vocalistas são Simone e Eduardo) toca trechos, ao vivo, e em formato acústico, dos grandes sucessos da vida dos dois locutores excêntricos (Rita e Paulinho).

“Impossível não se divertir dentro e fora de cena”, conta Simone.

O espetáculo apresenta ao público um repertório recheado de sucessos nacionais e internacionais, de artistas como Tom Jobim, George Michael, Cindy Lauper, Lady Gaga, Beyoncé e das bandas Queen, Titãs e Barão Vermelho, entre outros. Continue lendo

Pra quem curte besteirol

18 ago

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Novo espetáculo da Encena

Provocar riso fácil é o que acontece em A Peça é Comédia?. Escrito pelo jornalista Gilberto Amêndola, o texto trata da morte e de sua existência. Será real mesmo? com grande humor notável, digno de um jovem que não a leva a sério, bem, quem sabe. Bem dirigida por Orias Elias, tudo dá a sensação de um ensaio que não chega a virar espetáculo pronto. A platéia rola de rir do besteirol interpretado com eficiência pelo próprio diretor que contracena com Cláudio Bovo e Walter Lins e está em cartaz na sala Experimental do Teatro Augusta.

Outra boa sugestão é a nova peça do Mario Viana. Não sei se um jovem atual vai concordar com essa classificação e os jovens costumam ser o público que Viana mais atinge com grande sucesso.

No caso de Vamos?, trata-se de várias tentativas de estabelecer um “ménage a trois ou a quatre”. Continue lendo

Mônica Martelli de volta a São Paulo

8 abr

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Mônica Martelli em cena

Ela está de volta a São Paulo com a sua deliciosa comédia que completou cinco anos em cartaz e foi vista por mais de um milhão de espectadores. Mônica Martelli volta a São Paulo, onde nos anos de 2007 e 2008 reinou absoluta no palco do Teatro Procópio Ferreira, no Teatro do Shopping Frei Caneca nesta sexta-feira (9).

Sua peça Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou! trata do grande dilema vivido pelas mulheres solteiras: a busca de um grande amor. Toda mulher já foi, é, ou será protagonista desta história de aventuras, encontros, desencontros, solidões, equívocos, adrenalinas, ilusões, alegrias, dúvidas. Continue lendo