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Falabella volta com “A Gaiola das Loucas” e solta o verbo em entrevista exclusiva

6 jan

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Miguel Falabella em "A Gaiola das Loucas"

Esbanjando simpatia e alto-astral, o ator, autor e diretor Miguel Falabella concedeu entrevista exclusiva em que tece alguns pontos marcantes de sua trajetória, fala sobre A Gaiola das Loucas, superprodução musical que volta ao Teatro Bradesco hoje, e se entusiasma ao falar sobre seu novo projeto: a adaptação musical de Memórias de um Gigolô.

Michel Fernandes – No excelente livro Isto é Besteirol: O Teatro de Vicente Pereira, de Luís Francisco Wasilewiski (Coleção Aplauso), você aparece como um dos autores do movimento denominado “Teatro Besteirol”, mas você não gosta do substantivo. Por quê?

Miguel Falabella – O título besteirol não traduz efetivamente o que foi esse movimento que aconteceu no mundo inteiro (na década de 1980). Em Madri houve a Movida Madrilena, o Ridiculous Theater em Nova York, mas aqui chega como uma coisa detratora, que deseja colocar o teatro pra baixo, e é preciso pensar sobre isso, porque não se sabe o motivo do teatro ser tão maltratado nesse país. Não gosto do termo besteirol e considero aquele, um momento de vital importância para o teatro brasileiro.

Michel Fernandes – No documentário sobre o Dzi Croquettes (grupo de teatro-dança da década de 1970) há um consenso de como eles influenciaram o Besteirol (inclusive a musa do Dzi Croquettes, a atriz Duse Nacarati, foi, também, a musa do Besteirol). Como se deu isso?

Miguel Falabella – O Dzi Croquettes era a transgressão, e a transgressão era o que pautava o besteirol. Não era apenas a subversão dos temas. Na primeira peça que fiz com Guilherme Karam, Eu Viverei Amanhã, de Vicente Pereira, em que fazíamos duas existencialistas francesas, falávamos quase metade da peça em inglês.

Michel Fernandes – Qual o diferencial que podemos Continue lendo

Superproduções musicais: um novo gênero?

17 dez

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Albin ou Zazá e Georges no cabaré "A Gaiola das Loucas"

que já recebeu a alcunha pejorativa de “modismo das superproduções musicais” se estabelece, cada dia mais, como gênero que movimenta o teatro com vistas na mera diversão da plateia.

Mesmo contrário ao esquema industrial como é tratado esse tipo de espetáculo, cujos valores altíssimos corroboram para a elitização da arte, uma coisa não se pode negar: depois da vinda dos musicais enlatados (mas com tempero brasileiro) apresentados no Teatro Abril, o público está mais exigente quando há a associação do, adjetivado, nome “superprodução” ao espetáculo.

Nesse quesito “A Gaiola das Loucas”, versão brasileira e direção de Miguel Falabella, produzida por Sandro Chaim, é, por incrível que pareça, superior ao “Mamma Mia!”, nova produção apresentada no Teatro Abril. Motivo: os luxuosos e magníficos figurinos de Cláudio Tovar mais o cenário com efeitos extraordinários dos painéis de LEDS (aquelas luzes no fundo do palco que formam diferentes imagens) dão o glamour a “A Gaiola das Loucas”, diferente do despojo que “Mamma Mia!” apresenta.

Quem é o pai de Sophie em "Mamma Mia!"?

O musical do Teatro Abril é o retrato da alegria e simplicidade dos protagonistas da década de setenta do século passado, com seus valores anti-convencionais.

Em lugar de desmerecer um ou outro espetáculo, tais diferenças tornam o programa de assistir a ambos muito interessante, pois são duas produções que merecem o prefixo super.

E você o que acha desse gênero? Seu comentário é valioso para o avanço do teatro. Continue lendo

Uma celebração ao amor gay

28 out

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Diogo Villela e Miguel Falabella protagonizam "A Gaiola das Loucas"

Quando a cortina se abre entra em em cena um dos mais importantes artistas brasileiros. Ele sabe o fascínio que uma frase sua causa naquele enorme público e que (ele) o público está em suas mãos. É  Miguel Falabella que está em cena. Ele já está naquele patamar dos grandes artistas populares brasileiros. Um lugar que já foi de Oscarito, Zé Trindade e Dercy Gonçalves.

Agora, Miguel é o Georges de “A Gaiola das Loucas”. Tem ao  seu lado, um dos atores mais importantes de sua geração, Diogo Vilela. Miguel e Diogo revivem a dupla que outrora fez a glória de Jorge Dória e Carvalhinho, dois dignos representantes da comédia popular brasileira.

Eles são Georges e Albin/ Zazá, o tresloucado casal gay de uma comédia escrita pelo francês Jean Poiret em 1973, e que virou Musical na Broadway nos anos 1980, talvez a década mais difícil da história do movimento gay mundial. Um período em que a homossexualidade estava associado ao  estigma da AIDS. Continue lendo

Sábado “A Gaiola das Loucas” aporta no Teatro Bradesco

17 out

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Diogo Vilela e Miguel Falabella

SÃO PAULO – Depois da longa espera dos fãs de musicais, sobretudo os que são assinados por Miguel Falabella, podem iniciar contagem regressiva, “A Gaiola das Loucas”, mega-produção musical protagonizada pelo diretor e pelo ator Diogo Vilela, estreia neste sábado (23), no Teatro Bradesco. Na segunda-feira (25), como havia divulgado, será uma sessão especial para convidados.

O musical norte-americano criado em 1983 para a Broadway por Harvey Fierstein (texto) e Jerry Hermann (músicas) é baseado na peça “La Cage Aux Folles”, do autor francês Jean Poiret, e serviu de material de base para que a montagem brasileira de “A Gaiola das Loucas” surgisse.

Versão brasileira é assinada por Diogo Vilela e Miguel Falabella

Mais de 40 trocas de cenários, cerca de 300 figurinos e uma centena de perucas, a produção do musical promete 350 mudanças de luzes, contando para isso com cinco painéis de leads, além da orquestra de 14 músicos. Continue lendo

Confirmado: "A Gaiola das Loucas" dia 25 de outubro em SP

10 out

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Versão brasileira é assinada por Diogo Vilela e Miguel Falabella

Agora é pra valer: a superprodução musical de Miguel Falabella, A Gaiola das Loucas, estreia dia 25 de outubro no Teatro Bradesco em São Paulo.

Sucesso nos teatros de diversos países e, também, nas telas cinema do mundo todo com o mesmo nome, A Gaiola das Loucas é uma adaptação da peça La Cage Aux Folle, do francês Jean Poiret, por Harvey Fierstein, com músicas de Jerry Herman, que estreou em 1983 na Broadway, dez anos depois da peça de Poiret estrear em Paris.



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Prepare-se: A Gaiola das Loucas em São Paulo

21 set

<a href="“>Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

Diogo Villela e Miguel Falabella protagonizam "A Gaiola das Loucas"

Essa breve nota é para avisar que a versão brasileira, assinada por Miguel Fallabela, protagonizada por ele e Diogo Villela, estreia em outubro no Teatro Bradesco.

Falabella divide a direção do espetáculo com Cininha de Paula e deve substituir o musical Jekyl & Hyde – O Médico e o Monstro que deixa a sala no próximo dia 26.