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Um Verão Familiar: novo trabalho da Cia. dos Inquietos

23 ago

Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Ed Moraes em "Um Verão Familiar"

Com texto de João Fábio Cabral e direção de Eric Lenate, o grupo esmiúça a estrutura de uma família por meio do olhar e da memória de Júlio, o filho, vivido por Ed Moraes

SÃO PAULO – Num cenário de poucos elementos,  apenas uma mesa de jantar com cadeiras e um grande tonel de água, Um Verão Familiar, trama de João Fábio Cabral em cartaz no SESC Belenzinho até o dia 9 de setembro, procura analisar em minúcias os bastidores de uma família, constituída de quatro membros: o pai ausente e ao mesmo tempo opressor, a mãe submissa e superprotetora dos rebentos, a filha ingênua, vítima do progenitor, e o primogênito: um garoto sensível, amante das artes e por ser o oposto do pai é sistematicamente oprimido no seio familiar.

No entanto, o público vai descobrindo, aos poucos, como funciona aquela família por meio do relato de Júlio, que retorna ao lar anos depois e relembra o que viveu na infância e adolescência ao lado da família. Como tudo é fruto da memória do rapaz, fica a dúvida do que realmente aconteceu naquele lar, o que é realidade e o que é fantasia dele.

Depois de um grande silêncio, Júlio — numa interpretação tocante de Ed Moraes —, até então submerso no tonel de água, vem à tona e começa seu relato. Inicia sua apresentação dizendo-se ser um jardineiro, amante das flores e das artes. Aos poucos diz que sua paixão pela música vem da infância e suas reminiscências afloram.

Paralelamente ao relato do personagem, Continue lendo

Grávido: esquetes divertidos sobre como ser pai nos dias de hoje

2 maio

Maurício Mellone, editor do Favo do Mellone site parceiro do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Comédia coloca questões para pais de primeira viagem

Sob a direção de Alexandra Golik, comédia escrita por três atores — e pais de filhos pequenos — revela a visão masculina da gravidez, geralmente pouco valorizada. Marcelo Laham e Fábio Herford (autores ao lado de Gustavo Kurlat) encarnam no palco as mais engraçadas situações sobre a condição de ser pai

SÃO PAULO – Com um início eletrizante (profusão de luzes e sons), numa espécie de caixa o ator se debate, imitando os movimentos de um feto. Nasceu e agora? Engana-se quem imagina que o nascimento encenado no palco se refere a uma criança. Não, quem acaba de nascer é o PAI! É desta forma que a peça Grávido- a comédia do pai moderno, em cartaz no Teatro Cleyde Yáconis, dá o pontapé inicial numa sequência de esquetes hilários sobre a revolução emocional que o homem vive a partir do momento que sabe da gravidez da esposa.

Dirigida por uma mulher, Alexandra Golik, mas composta por três homens (Marcelo Laham, Fábio Herford e Gustavo Kurlat), a comédia mostra as diversas situações que o homem vive durante a gravidez, desde a notícia (que pode provocar diferentes reações), as dificuldades de lidar com as emoções da mulher durante este período, a sua total incapacidade diante de tarefas domésticas até seu encantamento com a criança que cresce e passa a compartilhar a vida com ele. Continue lendo

Fábio Assunção volta como o cineasta de Woody Allen

3 jan

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

Fábio Assunção, Norival Rizzo e Carol Mariottini em"Adultérios", agora no TUCA

SÃO PAULO – Um dos melhores espetáculos da cena paulistana no ano passado volta ao cartaz dia 20 de janeiro no TUCA. Adultérios (cujo título original é Central Park West) é um dos textos que o cineasta Woody Allen escreveu diretamente para o palco. Inteligente, divertido e ligeiramente neurótico, como todo bom script com a assinatura de Woody Allen, a peça traz Fábio Assunção, Norival Rizzo e Carol Mariottini no elenco, tradução de Rachel Ripani, figurinos de Leopoldo Pacheco, direção e adaptação de Alexandre Reinecke.

O cenário é Nova York, como acontece na maioria das criações de Woody Allen. A comédia se passa à beira do Rio Hudson, mostrando o encontro entre o roteirista de cinema Jim Swain (Fábio Assunção), de recente sucesso; e um típico homeless (morador de rua) americano, Fred (Norival Rizzo). Continue lendo

Chris Aizner e Fábio Namatame firmam marca de qualidade

20 dez

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Claudia Raia canta "Mein Herr" em "Cabaret"

SÃO PAULO – Talvez soe estranho o título deste artigo. Chris Aizner, jovem e proeminente cenógrafo, surgiu há pouco na cena paulistana, mas Fábio Namatame é um dos figurinistas mais respeitados, premiados e requisitados de todo o Brasil. Entretanto, o feliz acaso fez com que  o nome de ambos se cruzassem em O Libertino, de Erich-Emmanuel Schmitt, sob direção de Jô Soares, e Cabaret, de Joe Masteroff, sob direção de José Possi Neto.

Em O Libertino, Aizner e Namatame criaram cenário e figurinos tão simples quanto a concepção dada por Jô no espetáculo. Mais preocupado com a encenação que evidenciasse o texto, do que alçar vôos em busca de uma dramaturgia da cena, o diretor foi seguido com inteligência pelo cenógrafo e pelo figurinista, sem que o requinte visual do espetáculo passasse despercebido.

Já em Cabaret, a possibilidade simbólica embrenha cenários e figurinos, dando o toque que torna inesquecível a montagem.

Partindo da ideia intimista de um cabaré em Berlim, na virada de 1931 para 1932, e de como o terror – o nazismo estava em ascensão –, estava mais próximo do que se podia imaginar, colocar o público em cena – as pessoas podem sentar-se nas mesas dispostas nas laterais do teatro que são as mesas do KitKat Club, cabaré em que Sally Bowles (Claudia Raia) trabalha -, determina o risco à espreita, ou seja, a sedução de algo que viria a preencher a lacuna de uma nação que  amargava a humilhação sofrida ao final da Primeira Guerra.

Luiza Lemmertz, Cassio Scapin e Luciana Carnielle em "O Libertino"

As plataformas que entram e saem de cena representado o camarim, o quarto e um anexo da pensão de Fraulein Schneider, bem como os espelhos, as persianas roxas em forma de franja, as escadas moldadas pela luz de Paulo César Medeiros dão à Cabaret o glamour e a magia que se espera encontrar em um musical.

Os corpos quase despidos dos bailarinos do KitKat Club ressaltam a sensualidade desse cabaré decadente de Berlim. Continue lendo

Shakespeare e Tiradentes são alguns dos personagens de Desconhecidos

9 set

Redação do Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

"Desconhecidos" - foto de João Caldas

O excelente ator Gustavo Machado, traz aos palcos do Teatro Ruth Escobar mais de 20 personagens históricos que compõem o núcleo de personagens da comédia de Fábio Herford (também no elenco da montagem), Desconhecidos, em cartaz a partir de hoje, 23h30, no Teatro Ruth Escobar.

Enquanto o dramaturgo elisabetano, William Shakespeare escreve sua peça, a qual está sendo assistida pelo público, é vítima de crise existencial que lhe deixa sem inspiração Sem inspiração para escolher um protagonista, surgem personagens lendárias e das mais variadas épocas da história mundial.

Encontros inusitados em que Shakespeare conversa com Albert Einstein, dá conselhos para Moisés e faz terapia com Freud junto a Van Gogh, enquanto isso, Darwin se encontra com Adão e Eva e se questiona sobre a Teoria da Evolução, e Gandhi prega a paz por todo o território, são o sumo de Desconhecidos. Continue lendo

Fábio Assunção vive dois personagens em peça escrita por Woddy Allen

2 jul

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (Michel@aplausobrasil.com)

Fábio Assunção (Fred) e Norival Rizzo (Jim)

Um escritor e um morador de rua (ou homeless para usar o termo original) são os personagens centrais de Adultérios (Central Park West), peça escrita pelo cultuado norte-americano Woody Allen, que estreia na próxima sexta-feira (8), 21h30, no Teatro do Shopping Frei Caneca. O ator Fábio Assunção divide com Norival Rizzo ambos personagens, em sessões alternadas.

Alexandre Reinecke, quem assina a direção e a adaptação da peça, traduzida pela atriz Rachel Rippani (que está excelente no musical Mamma Mia!, no Teatro Abril), teve a ideia de colocar a dupla de atores na pele dos dois personagens o que foi, prontamente, aceito pelos atores. Continue lendo

Um Tennessee excelente!

25 jan

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil

Ricardo Gelli e Tales Penteado em "Rosa de Vidro"

A releitura de João Fábio Cabral para a peça Zoológico de Vidro – traduzida por aqui como À Margem da Vida – sintetiza a obra com extrema competência e inclui, ao final, memórias do autor sobre visita feita à irmã alguns anos depois. Rosa de Vidro está em cartaz no SESC Consolação, terceiro piso.

Tennessee teve inúmeros textos montados com enorme sucesso na Broadway e depois transformados em filmes assistidos por milhões de espectadores em todo o mundo.

Os jovens possivelmente não o conheçam, pois morreu em 1986 e talvez tenha sido menos remontado do que merece. A obra que serviu de modelo para a releitura foi seu primeiro grande sucesso. Continue lendo

Henrique Stroeter e Fábio Espósito juntos em peça de Bortolotto

10 jan

Os atores Henrique Stroeter e Fábio Espósito dividem a cena

Redação do Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"À Meia-noite um Solo de Sax na Minha Cabeça", escrita e dirigida por Mário Bortolotto estreia no Espaço dos Parlapatões

Henrique Stroeter começa o ano acumulando papéis no teatro. Atualmente em cartaz na peça Os 39 Degraus, ele estreia ao lado do ator Fábio Espósito, o palhaço brasileiro do espetáculo Quidam do Cirque Du Soleil, o espetáculo À Meia-Noite Um Solo de Sax na Minha Cabeça, nesta terça-feira (11), no Espaço Parlapatões.

Os dois atores são amigos de longa data e por anos compartilharam o desejo de encenar o texto de Mário Bortolotto, que também é o diretor da montagem.

“É um sonho antigo, mas nossas agendas não coincidiam. Agora deu certo”, sorri Henrique. Continue lendo

Ghetto luta pelo respeito às diferenças

28 abr

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

GHETTO Foto João Caldas

Infelizmente é preciso recordar crimes hediondos praticados pela intolerância às diferenças, caso do Holocausto que dizimou e humilhou milhões de judeus, para que não os esqueçamos. O que nos conforta é que, mesmo face a esse terror, brotaram obras de arte como Yossel Rakover Dirige-se a Deus, de Zvi Kolitz, base ao roteiro do monólogo Ghetto, escrito e dirigido por Elias Andreato, cuja estreia é hoje, 21h, no Teatro Eva Herz, dentro da Livraria Cultura.

Fábio Herford dá vida a Yossel Rakover, um judeu-polonês, que momentos antes da destruição completa do Gueto de Varsóvia dedica-se a escrever sua história dirigindo-se, ora revoltado, ora resignado, a Deus, como um Jó que mesmo diante de tanto horror não perde a fé.

Embora quando do seu lançamento no Ídiche Zeitung, em 1946, um periódico judaico de Buenos Aires, Yossel Rakover Dirige-se a Deus foi confundido como um relato autobiográfico tão intenso e pungente é. Depois do mal entendido, a escritura transformou-se em livro, que certo dia chegou às mãos do ator judeu Fábio Herford.

“Foi o próprio Elias Andreato, diretor desse espetáculo, quem me apresentou a obra”, revela o ator. Continue lendo

Cia. Estrangeira de Teatro Brasileiro seleciona atores

25 jan

O autor João Fábio Cabral

O autor João Fábio Cabral

Atores e Atrizes para seu novo espetáculo:

Tempo Não Para Minha Flor de João Fábio Cabral e Direção de Tiago Moraes.

Perfil: Ator/Atriz com DRT e idade aparente de até 25 anos.

Ensaios: De 01 de Fevereiro à 30 de março de 2010 – de segunda à quinta sempre das 19h às 23h.

O espetáculo ficará em cartaz de abril à junho de 2010 no Espaço dos Satyros e a remuneração será através da porcentagem da bilheteria, projeto ainda em fase de captação de recursos.

Os interessados deverão enviar currículo com foto (atual) até 29/01 para o e-mail:

teatrofilosproducoes@gmail.com

Os pré-selecionados serão convidados para uma leitura no dia 30/01(sabado)