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Elias Andreato e Leonardo Miggiorin em interpretações vigorosas

17 maio

Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

"Equus"

SÃO PAULO – Alan Strang (Leonardo Miggiorin) cegou cinco cavalos com estilete, sem um motivo plausível, e está condenado à prisão. Para tentar salvar a vida do menino, a advogada (Mara Carvalho) conta com a ajuda de um famoso psiquiatra, Martin Dysart ( Elias Andreato) . O destino desse menino está nas mãos desse médico que precisa entender os motivos do crime para ajudá-lo. Eis a base da trama do inglês Peter Schaffer em Equus, cartaz do Teatro Folha.

Leonardo Miggiorin e Patrícia Gasppar em "Equus"

Dysart narra o encontro com o menino e divaga sobre a sua profissão. A solução do caso que tem em mãos é como um quebra-cabeças.  Alan é internado e o público acompanha as sessões com o psiquiatra, as lembranças do rapaz e sua relação com os pais. Aparentemente,  sua vida é normal, com os percalços comuns a qualquer ser humano, mas,  aos poucos, desvendamos seus traumas, suas paixões e fatos que demonstram um comportamento cotidiano a delinear perturbações psicológicas. Continue lendo

Incrível como Equus continua atual

10 maio

Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil/ iG (aplaobrasil@aplausobrasil.com)

"Equus", de Peter Schafer, direção de Alexandre Reinecke

SÃO PAULO – A peça Equus, de Peter Shaffer, estreou em São Paulo em 1975, sob direção de Celso Nunes, protagonizada por Paulo Autran e Ewerton de Castro. Ficou dois anos em cartaz por aqui, com mudança de elenco, e depois fez também grande sucesso no Rio. Posteriormente foi montada por outros diretores. O espanto é que mesmo depois de tantos anos é super atual. Não enfoca apenas o psicótico (Leonardo Miggiorin), mas os transtornos que ele causa em seu psiquiatra (Elias Andreato). Um texto imperdível e com excelentes atores, inclusive como coadjuvantes, há nomes de peso como Patrícia Gaspar e Mara Carvalho.

Dirigida por Alexandre Reinecke, além de caprichar na atuação do elenco, a montagem tem excelente cenário que se movimenta quando os envolvidos mudam, criado por André Cortez,  figurinos cem por cento adequados de Renata Young. Continue lendo

Oswald de Andrade inspira musical protagonizado por Renato Borghi

25 out

Mauricio Mellone* (aplauso@gmail.com)

Patrícia Gasppar e Renato Borghi em "Que Rei Sou Eu?"

Com roteiro e direção de Elias Andreato, o espetáculo Que Rei Sou Eu? traz músicas de diferentes épocas recheadas com textos do mestre do modernismo. Renato Borghi divide o palco com Patrícia Gasppar e o maestro Jonathan Harold

De maneira despretensiosa, Elias Andreato criou o musical Que Rei Sou Eu? para reverenciar o teatro musical brasileiro, tão criativo e popular nos anos 30 e 40 do século passado. No roteiro, escrito especialmente para o ator Renato Borghi que está completando 53 anos de carreira, Elias mescla textos poéticos e irônicos inspirados na obra do modernista Oswald de Andrade com mais de 20 músicas de diversas épocas, todas tendo como foco o povo brasileiro e sua cultura. No palco aconchegante do Teatro Eva Herz, Renato com figurino estilizado de um monarca divide as canções com Patrícia Gasppar e o maestro Jonathan Harold, que assina a direção musical e os arranjos.

Intitulado como musical antropofágico, o início é justamente com a canção Que Rei Sou Eu, de Francisco Alves, que dá nome ao espetáculo. Numa cadeira que tem a função de trono, rei Renato vai discorrendo textos irônicos e poéticos que retratam o povo brasileiro e nossa história. Continue lendo

Marcelo Médici e Ricardo Rathsam levam público ao delírio cômico

25 set

Maria Lúcia Candeias*, especial para o Aplauso Brasil (aplauso@gmail.com)

Marcelo Médici e Ricardo Rathsam em peça de Emílio Boechat

Nunca ri tanto como em Eu Era Tudo Pra Ela e Ela Me deixou. Se eu ri, não me lembro, pelo menos no teatro. Marcelo Médici está arrebentando a boca do balão no ótimo e divertido texto de Emílio Boechat, em cartaz no Teatro FAAP. A plateia ri sem parar. E não só por causa de Marcelo, mas também de Ricardo Rathsam (que dirigiu Médici em Cada Um Com Seus Pobrema) que contracena com ele o tempo todo, sem se distanciar de seu personagem, ingênuo e triste, nem por um segundo, como se não entendesse as barbaridades que seu companheiro de cena faz na pele de vários tipos de homens e mulheres. É o máximo!

Conduzir bem esses dois atores no palco não deve ser fácil e é o que se vê na direção de Mira Haar (assistida por Patrícia Gasppar e Paula Weinfeld) que ainda assina os excelentes figurinos. Continue lendo

Ria das Futilidades Públicas

5 set

Mauricio Mellone* (aplauso@gmail.com)

Comédia solo de Patrícia Gasppar

Ao completar 18 anos e depois de ter sido apresentada por diversas cidades, a peça de Patrícia Gasppar está de volta ao Teatro Folha, com direção de Elias Andreato. Temporada até 27 de setembro

Há algo mais encantador do que a pessoa, abalada pela perda de um ente querido, transformar essa tristeza em arte? E melhor ainda, num monólogo de extrema comicidade? É exatamente isso que fez a atriz Patrícia Gasppar, há 18 anos: incentivada pela amiga, a atriz Rosi Campos, buscou forças e, da crise existencial porque passava em razão da morte do pai, criou a comédia Futilidades Públicas — em cartaz somente às terças-feiras, no Teatro Folha —, em que uma mulher, presa num banheiro de uma agência bancária que estava sendo assaltada, reflete sobre sua vida, a inusitada situação em que se encontra e questiona as injustiças e ironias da vida. Para Patrícia, uma catarse, e para nós, os espectadores da peça, um deleite e uma comédia que provoca reflexões.

No escuro e somente com o som do que ocorria durante o assalto ao banco é que o público toma conhecimento do drama daquela mulher de meia-idade. Depois de se refugiar no pequeno e sujo banheiro do banco, ela começa seu devaneio. E desde os primeiros gestos e primeiras falas o espectador percebe que está diante de uma comédia rasgada. Continue lendo