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“Pessoa difícil é pleonasmo”

11 maio

Maria Lúcia Candeias, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)

Suely Franco e Tuca Andrada em "Seis Aulas de Dança em Seis Semanas"

Essa é apenas uma das brilhantes observações que Richard Alfieri, autor da peça Seis Aulas de Dança em Seis Semanas, apresenta nesse espetáculo imperdível, que consegue atingir o coração da plateia, em cartaz no Teatro Renaissance às sextas, sábados e domingos.

Como se não bastasse o texto maravilhoso e moderno, quem está no palco são dois super atores: Suely Franco (repetindo o talento que a caracterizou, inclusive em Recordar é Viver, sucesso teatral do último semestre) como Lily e Tuca Andrada (com o carisma de sempre como pode ser visto em O Rei e Eu, do Jorge Takla) como Michel, os dois  arrasando. Continue lendo

Suely Franco e Tuca Andrada em aulas de dança e amor

27 abr

Maurício Mellone, para o site Favo do Mellone, parceiro do Aplauso Brasil

Com direção de Ernesto Piccolo, Seis Aulas de Dança em Seis Semanas (Six Dance Lessons in Six Weeks), de Richard Alfieri, estreia nessa sexta e fica em cartaz até final de julho no Teatro Renaissance

Palco vira salão de dança com coreografias de Carlinhos de Jesus

Depois de já ter sido encenada em mais de 20 países, estreia nessa sexta, dia 29, no Teatro Renaissance, a comédia do norte-americano Richard Alfieri Seis Aulas de Dança em Seis Semanas, com Suely Franco e Tuca Andrada, sob a direção de Ernesto Piccolo. Tive a chance de assistir ao ensaio aberto realizado dia 22 e essa comédia tem todos os ingredientes para cair no gosto popular, assim como vem ocorrendo pelo mundo. Ao entrar na sala de espetáculo, a platéia vê que está diante de um belo e espaçoso apartamento: logo Lili, uma senhora de 72 anos entra e começa a arrastar os móveis para deixar a sala como um verdadeiro salão de baile.

Ao toque da campainha, entra Michael de 45 anos, o professor de dança, e o público tem a impressão que as aulas terão início. Doce ilusão: os personagens, talvez por receio do primeiro contato e pela insegurança dos tempos atuais, iniciam um jogo de aparências e o atrito entre eles é imediato.

Ambos mentem sobre suas idades, estado civil e há um estranhamento, só quebrado quando começam a dançar. Aí a relação entre os dois se estabelece: Lili revela ser uma exímia dançarina e vê no professor a chance de uma companhia, de conhecer uma nova pessoa. Continue lendo

Vivendo de recordações

11 fev

Crítica da peça Recordar é Viver por Michel Fernandes (michel@aplausobrasil.com) publicada na edição de 10 de fevereiro de 2011 no jornal Diário de São Paulo

Suely Franco e Sérgio Britto na peça "Recordar é Viver"

Em muitos momentos o espetáculo Recordar é Viver nos leva ao riso. Não por situações cômicas, nem por piadas certeiras, daquelas que atingem o alvo, mesmo que a seta seja de extremado mau-gosto. Não, esse não é o caso do texto de estreia do jornalista e historiador Hélio Sussekind, mesmo que não alcance satisfação plena. O riso vem por reconhecermos em cena o ridículo em nós mesmos. Quão estáticos estamos por medo do desconhecido, do que está do outro lado do muro das convenientes e, supostamente seguras, recordações?

Com um singelo mote temático – podemos, inclusive, chamar de óbvio -, a peça se propõe a lançar um olhar para os atuais valores familiares, tomando como fio condutor a história de Henrique (José Roberto Jardim, em boa composição), um homem de 30 anos que deseja ser escritor, mas não consegue avançar nos planos de sua vida por estar preso às repetidas recordações de seus pais. Continue lendo

Sérgio Britto e Suely Franco no SESC Anchieta em peça dirigida por Tolentino

28 jan

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

José Roberto Jardim, Suely Franco e Sérgio Britto em "Recordar é Viver"

Quando nos apresentam uma equipe de tão alto gabarito como a envolvida no espetáculo Recordar é Viver, cuja estreia será hoje no Teatro SESC Anchieta, as expectativas não podem ser as melhores. Três nomes que somam inúmeros trabalhos de sólida qualidade em nosso teatro – os atores Sérgio Britto e Suely Franco, e o diretor Eduardo Tolentino de Araújo – merecem destaque especial.

O texto assinado por Hélio Sussekind, Recordar é Viver, primeiro escrito pelo historiador e jornalista, mostra uma família em seu cotidiano nos anos 1990 em um bairro de classe média do Rio de Janeiro. Henrique, o filho mais novo, de trinta anos, dramaturgo, reside com os velhos pais que o sustentam e que vivem discutindo e brigando por causa do filho. O pai é um aposentado em franca decadência física; já a mãe, apesar de ter boa saúde, é portadora da síndrome do pânico e não sai de casa. Continue lendo

Grupo de dança 1º Ato apresenta novo trabalho em São Paulo

26 nov

Michel Fernandes, especial para o Último Segundo (michel@aplausobrasil.com) /

GERALDAS E AVENCAS - Grupo de Dança Primeiro Ato / Direção: Suely Machado

GERALDAS E AVENCAS - Grupo de Dança Primeiro Ato / Direção: Suely Machado

 

Existe beleza em ser diferente? O grupo de dança 1º Ato, de Minas Gerais, pretende responder afirmativamente à questão em seu novo espetáculo, Geraldas e Avencas, que fará apenas três apresentações no Teatro Sérgio Cardoso, de sexta (27) a domingo (29).

 

Dirigida por Suely Machado e com trilha originalmente composta pelo maranhense Zeca Baleiro, Geraldas e Avencas é uma coreografia que pretende evidenciar e discutir, sempre sobressaltando aspectos cômicos, o que denominam de “ditadura estética”. O tema é curioso, sobretudo porque o mais importante para a dança é a linguagem corporal e o corpo perfeito, o que não é nem de longe busca dos profissionais da dança, ganhou um status que oprime e padroniza aqueles que o procuram.

 O cenário e o figurino são assinados pelo artista plástico Marco Paulo Rolla, com espelhos deformadores da imagem dos bailarinos e roupas com diferentes volumes, dialoga com a iluminação de Valmyr Ferreira e Jorginho de Carvalho. Continue lendo