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Peça premiada de autor argentino ganha os palcos pelas mãos de Luiz Valcazaras

9 ago

Luís Francisco Wasilewski, especial para o Aplauso Brasil (lfw@aplausobrasil.com)

"A Idade da Ameixa", de Aristides Vargas, ganha tradução de Mário Viana

Uma discussão poética sobre o tempo. Em A Idade da Ameixa, do premiado autor argentino Aristides Vargas, três gerações de mulheres pertencentes a uma mesma família, e que envelheceram confinadas em um casarão, habitam as lembranças de duas irmãs que se correspondem por cartas e, assim, acabam por abrir frestas do passado e a evocar momentos que marcaram suas existências. O espetáculo, que estreia quinta-feira (11) no Espaço Beta do SESC Consolação, tem tradução de Mario Viana e direção de Luiz Valcazaras.

O texto de Aristides já foi montado no Brasil, pelos atores Ìlvio Amaral e Mauricio Canguçu, sob a direção de Guilherme Leme.

A concepção cênica do texto dramatúrgico trabalha com dois planos que oscilam entre os depoimentos reais e as lembranças das duas irmãs. Continue lendo

Luiz Valcazaras e o corte seco de Plínio Marcos com Boca de Baco

28 jun

Michel Fernandes, do Aplauso Brasil (michel@aplausobrasil.com)

"Navalha na Carne" - Crédito: Milton Dória/ Divulgação

Desafio apresentar um texto como Navalha na Carne (1967), do consagrado santista Plínio Marcos, com tantas montagens já feitas e cheia de predicados, mas o espetáculo dirigido por Luiz Vacazaras que marca os 20 anos do grupo londrinense Boca de Baco, traz o frescor de lâmina precisa que dá corte seco em seu alvo.

A trama do triângulo que coloca os personagens hora no papel de opressor hora de oprimido, ganha uma concepção com ritmo acelerado, em que a ação alcança o clima, ao mesmo tempo, claustrofóbico, violento e miserável em que os personagens estão imersos.

Ao ambientar o quarto da prostituta Neusa Sueli numa espécie de desmanche de carros, Valcazaras atualiza simbolicamente o espaço, elevando o espaço além das características realistas. Um desmanche é um lugar marginal por excelência, cenário perfeito para o embate entre Vado, Neusa e Veludo.

A direção de atores segue a linha concisa, econômica do espetáculo, sem cores carregadas tingindo as emoções, o que evita o maniqueísmo das personagens. Continue lendo